“Estamos planejando enviar essa ajuda, se não neste fim de semana, no máximo até segunda-feira, e trata-se principalmente de alimentos e alguns outros suprimentos que eles solicitaram”, declarou a chefe do Poder Executivo durante sua reunião regular com a imprensa.
Em um contexto marcado pela ameaça dos Estados Unidos de impor tarifas sobre as nações que fornecem petróleo a Cuba, Sheinbaum reiterou, no estado de Michoacán, que as negociações para o envio de petróleo bruto à ilha estão em andamento.
“Temos nos empenhado em todos os esforços diplomáticos para poder enviar petróleo a Cuba.” “Obviamente, não queremos sanções contra o México, mas estamos em processo de diálogo e, por ora, enviaremos ajuda humanitária”, reafirmou ela.
Em outra nota, quando questionada se conversaria com o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, a dignitária respondeu: “Se necessário, sim”.
“Até o momento, não levantamos essa possibilidade e temos nos comunicado por meio da Embaixada de Cuba no México”, observou.
Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando uma suposta emergência nacional e estabelecendo um processo para impor tarifas sobre os ativos de nações que enviam petróleo bruto para Cuba.
Este decreto, mais um endurecimento do bloqueio imposto a Cuba há mais de 60 anos, faz parte da atual política de pressão máxima de Washington contra a ilha e tenta justificá-la em nome da segurança nacional e da política externa dos EUA.
Diversas vozes, de parlamentares a partidos políticos e organizações sociais, manifestaram-se nos últimos dias em apoio à nação caribenha diante do bloqueio energético imposto por Washington, descrito como injusto, cruel e anacrônico.
Sheinbaum afirmou em diversas ocasiões que o México buscará maneiras de apoiar Cuba e enfatizou a importância de evitar uma crise humanitária na maior das Antilhas, em decorrência das controversas medidas anunciadas pelos Estados Unidos.
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