Sábado, Junho 13, 2026
NOTÍCIA

Guatemaltecos descartam transferência de líderes de gangues

Cidade da Guatemala, 18 de fevereiro (Prensa Latina) O presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, descartou hoje qualquer possibilidade de transferência de líderes de gangues para prisões no vizinho El Salvador, uma alegação anteriormente negada por outras autoridades. "Dentro do governo, esse diálogo simplesmente não existe, nem há qualquer plano, ideia ou tópico desse tipo que tenha sido levantado", confirmou o presidente em resposta a uma pergunta de um veículo de imprensa local durante uma coletiva de imprensa chamada "La Ronda".

Pelo contrário, enfatizou o chefe de Estado, “estamos assinando o acordo para uma nova prisão (a ser construída pelo Ministério da Defesa), a segunda, porque a de Masagua, no departamento de Escuintla, também está em andamento”.

Trata-se de prisões que serão equipadas para detentos de alta segurança, e ajustes estão em andamento em diversos centros penitenciários por todo o país, como no caso de Renovación I, observou o candidato do partido Movimiento Semilla.

Ali, foram estabelecidas condições para garantir que os detentos fiquem efetivamente isolados do mundo exterior e em condições de segurança que impeçam sua fuga, explicou o político de 67 anos.

Portanto, não se fala em uma possível transferência para El Salvador, afirmou o ex-diplomata e ex-deputado do Palácio Nacional da Cultura, sede do Poder Executivo.

Antes das declarações de Arévalo, o chefe do Exército, Henry Sáenz, comentou que iria ao Ministério do Interior para assinar o acordo que dará início oficial à construção da prisão em Petén. Após a aprovação do orçamento nacional, já temos os recursos necessários e lançaremos a pedra fundamental em 1º de abril, anunciou a Divisão Geral.

A construção, supervisionada pelo Corpo de Engenheiros do Exército, visa criar infraestrutura que limite as comunicações ilícitas e reforce o isolamento de líderes de organizações criminosas, conforme revelado há alguns dias.

Após três rebeliões em presídios no sábado, 17 de janeiro, e no domingo, 18 de janeiro, o Ministro do Interior, Marco Antonio Villeda, explicou que essas instalações (24 no total) representam uma “bomba-relógio permanente” devido à superlotação de 340%.

jha/znc/glmv

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa