“E esperamos que mais países se juntem. Continuaremos enviando ajuda, não apenas o governo apoiando Cuba e o povo cubano, mas também muitas iniciativas cidadãs já em andamento”, disse ela em resposta a uma pergunta sobre o anúncio de apoio da Espanha.
Durante sua coletiva de imprensa regular, a presidente destacou o lançamento, no domingo, da campanha “De povo para povo, vamos acabar com o bloqueio”, organizada pelas organizações Va por Cuba e Associação José Martí de Cubanos Residentes no México.
Referindo-se à coleta de suprimentos como parte desta iniciativa, que continuará no Zócalo da Cidade do México até 22 de fevereiro, a autoridade mencionou que o governo está ajudando a garantir que os navios que retornam de Cuba possam ser carregados novamente.
Na quinta-feira, os navios da Marinha mexicana Papaloapan e Isla Holbox, enviados pelo governo federal, chegaram a Cuba com cerca de 814 toneladas de alimentos e produtos de higiene essenciais, que já estão sendo distribuídos à população.
“E na medida em que pudermos ajudar, ajudaremos. O México sempre foi solidário. Sempre. E desta vez não será diferente”, afirmou.
Essas declarações ocorrem em um contexto marcado pela ameaça dos Estados Unidos de impor tarifas sobre os países que fornecem petróleo bruto a Cuba, mais um endurecimento do embargo que Washington impõe a Cuba há mais de 60 anos.
Organizações alertaram que privar o país do acesso ao petróleo o paralisaria, pois afeta setores críticos como geração de energia elétrica, funcionamento de hospitais, produção e distribuição de alimentos e bombeamento de água.
A presidente reiterou na quarta-feira os princípios da autodeterminação, da não intervenção e da resolução pacífica de conflitos, ressaltando que estes estão consagrados na Constituição do país, “e nós os defendemos por convicção”.
“Os únicos que podem decidir o governo em Cuba são os cubanos. Os únicos que podem decidir o governo do México são o povo mexicano. Ninguém mais. Não deve haver interferência nem invasões. É uma decisão do povo. Essa é a nossa Constituição, e assim deve ser”, enfatizou.
Sobre a disposição do México em facilitar o diálogo entre os Estados Unidos e Cuba, Sheinbaum observou que “as conversas estão em andamento para verificar a viabilidade, mas isso depende de ambos os governos”. “Depende não só da vontade do governo mexicano, mas também da vontade do governo cubano e do governo dos Estados Unidos, e das condições que o governo cubano possa estabelecer no âmbito de sua autodeterminação”, afirmou.
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