Domingo, Fevereiro 22, 2026
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Nenhum partido político pode servir de acobertamento para crímines

Cidade do México, 6 de fevereiro (Prensa Latina) A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, alertou hoje que nenhum partido político, muito menos o governista Movimento de Regeneração Nacional (Morena), pode servir de acobertamento para atividades criminosas ou corrupção.

Referindo-se à prisão, ontem, de Diego Rivera, prefeito de Tequila, no estado de Jalisco, e membro do partido, a presidente esclareceu que não há nenhuma investigação específica contra qualquer funcionário público, mas sim que a ação foi tomada com base em denúncias.

Durante sua coletiva de imprensa habitual, desta vez no estado de Michoacán, no oeste do país, a chefe do Poder Executivo indicou que inúmeras denúncias de cidadãos foram recebidas pela Secretaria de Segurança e pela Procuradoria-Geral da República, após as quais a investigação foi iniciada.

“Não se trata de uma investigação contra autoridades, mas sim de uma investigação que surge de denúncias. Em particular, no caso de Tequila, eu mesma recebi denúncias de empresários e cidadãos locais que reclamavam da situação e acusavam o prefeito”, destacou.

Na opinião da autoridade, se existem acusações desse tipo, “temos que analisá-las e trabalhá-las, assim como fazemos com aqueles que não são funcionários públicos”.

“Quando falamos de impunidade zero, é isso que significa. A lei é uma norma social indispensável”, afirmou.

O Secretário Federal de Segurança, Omar García, anunciou no dia anterior a prisão de Rivera, bem como dos diretores de Segurança Pública, Cadastro e Imposto Predial e Obras Públicas do município, no âmbito da estratégia nacional contra a extorsão e a corrupção.

Segundo a autoridade, essas ações foram realizadas como um desdobramento da Operação Enxame, na qual três prefeitos do Estado do México foram presos. O governo liderado pela presidente Claudia Sheinbaum está implementando uma estratégia de segurança baseada em quatro pilares: abordar as causas profundas do crime, consolidar a Guarda Nacional, fortalecer as capacidades de inteligência e investigação e coordenar com os governos estaduais.

Como resultado, o país está demonstrando progresso tangível no combate ao crime organizado: 40.735 prisões por crimes de grande impacto e a apreensão de 318 toneladas de drogas e 21.000 armas de outubro de 2014 a dezembro passado.

Essas operações levaram a uma redução de 40% na média diária de homicídios dolosos, segundo o Sistema Nacional de Segurança Pública.

ro/las/glmv

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