Em conferência de imprensa transmitida pela televisão nacional, o mandatário cubano destacou que os laços econômicos, comerciais e os projetos de colaboração entre ambas as nações, entre eles o energético, foram tecidos durante anos e beneficiaram as duas partes e outros países da região, por meio da ALBA-TCP e da Petrocaribe.
Ele lembrou que, nos últimos tempos, a Venezuela tem sido submetida a sanções, medidas coercitivas e pressões que também afetaram esse intercâmbio, sobretudo desde o início do bloqueio energético e naval, que impediu a chegada de navios venezuelanos ou de outros países com combustível a Cuba, e se agravou ainda mais com a ordem executiva de Trump.
O futuro das relações com a Venezuela, disse ele, está na maneira como seremos capazes de construí-lo a partir da situação atual de uma Venezuela que foi agredida, cujo presidente e sua esposa foram ilegalmente sequestrados e mantidos em uma prisão nos Estados Unidos.
Díaz-Canel destacou que Cuba não impõe cooperação a outros países, mas a oferece quando governos e povos de outras nações a solicitam, e é sob esse conceito de solidariedade e complementaridade que a colaboração com a Venezuela tem sido mantida ao longo dos anos. Com essa nação bolivariana, temos compromissos, temos sentimentos muito intensos e, enquanto o governo venezuelano promover e defender a colaboração, Cuba estará disposta a colaborar, afirmou.
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