Em entrevista coletiva, o presidente cubano respondeu à Prensa Latina que nos próximos dias detalharão esses planos violentos contra Cuba, que são uma expressão de como, durante mais de seis décadas, o terrorismo foi apoiado, financiado e organizado por sucessivos governos dos Estados Unidos.
Ele classificou como manipulação política, mentira e calúnia desonesta a acusação feita pelo governo de Donald Trump na semana passada, quando emitiu uma ordem executiva que invoca a emergência nacional e afirma que Cuba abriga terroristas e promove o terrorismo internacional.
Cuba não é um país terrorista, não é uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos; Cuba não organizou ações terroristas contra essa nação, enfatizou o presidente.
Nesse sentido, ele classificou como espúria a lista de Washington que inclui Cuba como um Estado que supostamente patrocina o terrorismo internacional e acusou a Casa Branca de manipulação política ao usar o tema do terrorismo para pressionar Cuba.
Sem qualquer prova, o governo Trump incluiu a maior das Antilhas nessa lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo, o que contradiz a posição do governo de Joe Biden, que reconheceu publicamente que não havia provas nem motivos para isso, apontou Díaz-Canel.
Ele ressaltou que “não protegemos terroristas, nem existem organizações desse tipo em Cuba”, acrescentando que também não há forças militares de outras nações em Cuba, nem bases militares estrangeiras. “Temos cooperação e acordos em matéria militar com países amigos, aliados, mas isso não significa que haja bases em nosso território”, enfatizou.
Pelo contrário, destacou, é os Estados Unidos que têm bases militares em todo o mundo e se distinguem por levar o terrorismo de Estado a muitos lugares, como a Palestina ocupada, a Venezuela, onde sequestraram Maduro, ou os barcos que bombardearam e afundaram no Caribe sem provas.
“De que lado está a verdade?”, questionou o presidente. Os Estados Unidos são o principal promotor do terrorismo a nível mundial, insistiu.
O mandatário lembrou a perversidade das sucessivas administrações americanas que financiaram e orquestraram o terrorismo de Estado contra o povo cubano e as mais de três mil vítimas mortais por ações violentas provenientes daquele país.
Ele evocou passagens da história, como as ações terroristas de Boca de Samá, em Holguín, o assassinato do jovem alfabetizador Manuel Ascunce Domenech, a explosão em pleno voo de uma aeronave da Cubana de Aviación em Barbados, onde morreram 73 pessoas, ou as mais de 600 tentativas de assassinato do Comandante em Chefe Fidel Castro, a que se soma a morte de 32 cubanos no passado dia 3 de janeiro em Caracas, quando defendiam não só o presidente Nicolás Maduro, mas também a dignidade de um povo, salientou.
Díaz-Canel referiu que, se analisarmos os atuais conflitos internacionais, veremos direta ou indiretamente a incitação, o apoio ou a participação direta das tropas americanas.
O mundo seria diferente se os Estados Unidos não tivessem essa visão tão belicista da vida e não existiria essa angústia nos povos onde o Exército norte-americano interveio, concluiu.
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