Na véspera, ao anunciar o encontro dos líderes em Paris, o Palácio do Eliseu declarou que o chefe de Estado expressará aos visitantes sua solidariedade e apoio à soberania e integridade territorial tanto da Dinamarca quanto da Groenlândia.
Desde seu retorno à Casa Branca, há um ano, o presidente dos EUA, Donald Trump, priorizou a tomada de controle da ilha autônoma dinamarquesa, gerando confrontos políticos com as potências europeias, incluindo a França.
Trump chegou a ameaçar usar a força para atingir seu objetivo e impor tarifas aos países que se opõem a ele, embora no Fórum Econômico Mundial em Davos tenha declarado que tinha os princípios de um acordo com a OTAN sobre a Groenlândia.
Frederiksen e Nielsen demonstraram disposição para dialogar com Washington, mas sempre sob a condição de não negociarem a soberania da Groenlândia.
Segundo o Palácio do Eliseu, os três líderes discutirão em Paris questões relacionadas à segurança do Ártico e ao desenvolvimento socioeconômico da enorme ilha coberta de gelo, que Trump considera vital para os Estados Unidos diante de uma suposta ameaça da Rússia e da China.
A França enviou soldados para um exercício militar na Groenlândia, o que desagradou a Casa Branca, e anunciou a abertura de um consulado em sua capital, Nuuk, no dia 6 de fevereiro.
Ontem, o nome do ex-embaixador no Vietnã, Jean-Noël Poirier, foi revelado como o responsável pela abertura do consulado, juntamente com o edital de convocação para o cargo máximo no escritório na Groenlândia.
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