Terça-feira, Janeiro 13, 2026
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Colinas de Golã são território sírio, reafirma delegado sírio na ONU

Damasco, 13 jan (Prensa Latina) O representante sírio na ONU, Ibrahim Olabi, afirmou hoje que a província de Quneitra, incluindo as Colinas de Golã, é parte integrante do território sírio.

A recente visita de uma delegação da ONU à região transmitiu uma mensagem clara e inequívoca de que esta terra é síria, disse Olabi em entrevista ao canal de notícias sírio Al-Ikhbariya.

Ele enfatizou que o Estado sírio não renunciou e não renunciará a nenhuma parte de seu território e que qualquer presença israelense nessas áreas constitui uma ocupação ilegal em violação do direito internacional.

O diplomata explicou que a visita realizada no último sábado pela delegação da ONU à província de Quneitra foi bem-sucedida, pois permitiu que seus membros testemunhassem em primeira mão as repetidas violações israelenses e transmitissem as vozes dos cidadãos afetados à comunidade internacional. Ele também observou que a visita contribuiu para o desenvolvimento de mecanismos práticos para lidar com os casos de detidos e cidadãos sírios sequestrados por Israel, bem como com os danos causados ​​à propriedade.

Olabi indicou que a delegação realizou reuniões diretas com moradores da região e ouviu suas preocupações, incluindo as práticas de sequestro e os ataques a propriedades públicas e privadas perpetrados pela ocupação israelense. O Representante Permanente observou ainda que os esforços diplomáticos da Síria ajudaram a fortalecer a posição da região das Colinas de Golã sírias no Conselho de Segurança da ONU, com ênfase na plena implementação do Acordo de Desengajamento de 1974.

Organizações locais denunciaram repetidas violações cometidas pelas forças de ocupação israelenses durante suas incursões em território sírio, incluindo a demolição de terras agrícolas com tratores, a destruição de casas e a detenção arbitrária de civis.

A Fundação Colinas de Golã documentou recentemente o sequestro de pelo menos 39 pessoas, incluindo menores, pelas forças israelenses durante repetidas incursões em território sírio.

Desde a ocupação das Colinas de Golã sírias em junho de 1967, Israel mantém uma política contínua de violação da soberania e dos direitos do povo sírio.

Após a queda do governo de Bashar al-Assad em 8 de dezembro de 2014, essas ações não apenas continuaram, como se intensificaram, no que a Síria considera uma tentativa de obstruir os esforços nacionais e internacionais destinados a estabilizar o país e facilitar o retorno de milhões de deslocados internos.

O presidente de transição sírio, Ahmad al-Shara, denunciou Israel por realizar mais de 1.000 ataques aéreos e aproximadamente 400 incursões terrestres na Síria, visando instalações militares, alvos civis e até mesmo o palácio presidencial.

lam/fm/bj

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