A greve começou às 23h deste domingo e será gradual ao longo do dia. “Decidimos proceder aos poucos. Começaremos paralisando empresa por empresa. Com o passar das horas e dos dias, outras empresas aderirão à greve, e as medidas poderão se tornar um pouco mais severas”, disse o líder sindical portuário Martín García.
O portal de notícias Subrayado informou que a greve, inicialmente planejada para 24 horas, é um protesto contra a falta de progresso nos Conselhos Salariais e na negociação de um salário mínimo.
O sindicato exige que os trabalhadores recebam pelo menos 13 dias de salário por mês. Atualmente, eles possuem um sistema de pagamento escalonado, mas alegam que é insuficiente e não lhes traz benefícios.
“O sistema escalonado estava funcionando, mas o problema é que as empresas encontraram uma maneira de evitar sua implementação adequada. Isso impediu que as pessoas obtivessem seguro saúde e acesso à previdência social”, argumentou García.
Ele ressaltou que, apesar das propostas dos trabalhadores, os empregadores não responderam.
“Nem o menor progresso por parte das empresas para sequer iniciar uma discussão ou avançar com qualquer tipo de negociação.” A última reunião, mediada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, ocorreu na sexta-feira, mas não atendeu às reivindicações do sindicato. A TCP é operada pela multinacional belga Katoen Natie. Ela detém uma concessão no porto de Montevidéu até 2081, por meio da qual possui 80% das ações do principal terminal de contêineres do país.
Os 20% restantes, uma participação minoritária, pertencem à Administração Nacional de Portos, que representa o Estado uruguaio.
A concessão à Katoen Natie foi outorgada pelo governo do presidente Luis Lacalle Pou e comprometeu a operadora portuária a implementar um processo de investimento que aumentasse significativamente sua capacidade.
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