Quinta-feira, Fevereiro 19, 2026
NOTÍCIA

Primeiro-ministro etíope saúda comunidade muçulmana durante o Ramadã

Adis Abeba, 16 de fevereiro (Prensa Latina) O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, transmitiu hoje suas saudações e votos de felicidades à comunidade muçulmana por ocasião do início do Ramadã, um período de oração e tolerância.

Em sua mensagem, Ahmed enfatizou que Adis Abeba é uma terra de lealdade e verdade, que acolhe a celebração de forma especial por possuir uma civilização intrínseca e uma história profunda.

“Somos a terra das duas migrações (Hégira); a Etiópia foi o primeiro refúgio para aqueles que seguiram a verdade quando o mundo se fechava sobre eles”, recordou. Há mais de 14 séculos, demonstrou ao mundo que a justiça e a lealdade são direitos de todos e não conhecem raça nem fronteiras.

Ele enfatizou que, nesta atmosfera espiritual, a partir desta “Terra da Verdade”, renovamos nosso sincero compromisso com a justiça: nossos esforços para garantir nosso direito ao desenvolvimento não visam privar outros de seu direito à vida.

O chefe de governo reiterou que não têm ambição de invadir as fronteiras de outros países, nem qualquer desejo de expansionismo ou de representar uma ameaça à segurança de seus vizinhos.

Ele afirmou que os esforços locais para alcançar o desenvolvimento por meio do uso dos recursos hídricos não preveem a redução da alocação de água de ninguém. Acreditamos que o Grande Abay (Nilo) é uma dádiva divina que todos devem usar de forma igualitária e justa; deve ser uma ponte para a cooperação, não um palco para conflitos, afirmou.

“Ao embarcar na jornada do Renascimento que começou hoje, a Etiópia, lar de mais de 130 milhões de pessoas, enxerga seu entorno sob a ótica da cooperação, não da expansão”, afirmou.

Além disso, expressou que o desejo de acesso ao mar é uma questão existencial pacífica e natural, necessária para o crescimento populacional. Este pedido é um apelo à cooperação que não infrinja a soberania dos países vizinhos nem prejudique os interesses de outros, acrescentou.

Ele afirmou que é hora de a linguagem da paz substituir os tambores da guerra, enfatizando que o povo etíope está cansado do derramamento de sangue e sobrecarregado pela guerra.

Que nossa riqueza passe da escavação de trincheiras para a construção de instituições, da fabricação de armas para o desenvolvimento e da matança para a cura, o ensino e o empoderamento de seres humanos, enfatizou.

Neste mês do Ramadã, afirmou, prometemos que a Etiópia continuará sendo um farol de tolerância, uma mão estendida para a paz e um olhar vigilante na construção de um futuro digno para a próxima geração.

ro/nmr/glmv

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa