Quinta-feira, Fevereiro 19, 2026
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Especialista denuncia colapso econômico de Gaza devido à agressão

Ramala, 15 de fev (Prensa Latina) A queda de mais de 83% do Produto Interno Bruto (PIB) da Faixa de Gaza confirma a magnitude da contração e da paralisação da economia do território, afirmou hoje um especialista palestino.

O economista Imad Labad denunciou as consequências da agressão israelense contra o enclave costeiro, onde vivem mais de dois milhões de pessoas.

Tal porcentagem significa praticamente a cessação da produção e o colapso da demanda local, bem como a incapacidade de criar qualquer valor agregado dentro da economia da área, destacou ele em declarações à agência de notícias Shehab.

As advertências da ONU sobre a completa dependência de Gaza da ajuda internacional não são uma descrição política, mas uma realidade numérica tangível, afirmou.

Labad explicou que o custo da reconstrução de Gaza é estimado em cerca de US$ 70 bilhões, sem incluir os danos indiretos, como a perda de capital humano, a emigração de trabalhadores qualificados e a erosão da experiência produtiva.

Ele alertou que as restrições israelenses à entrada de materiais de construção e energia representam um obstáculo central para qualquer recuperação econômica.

Diante dessa situação, ele pediu ao mundo que pressione Israel para obrigá-lo a reabrir as passagens de fronteira e permitir a entrada sem restrições de produtos vitais, matérias-primas e materiais de construção.

“Os números atuais refletem a transição da economia de Gaza de um estágio de subdesenvolvimento para um estado de colapso total”, enfatizou.

Que a contração ultrapasse 80% do PIB significa, na verdade, que a economia saiu do ciclo produtivo, indicou.

A esse respeito, ele considerou que esses níveis de declínio nem mesmo foram registrados em países que sofreram longas guerras civis, o que coloca Gaza em uma situação excepcional em nível mundial.

Ele também se referiu à paralisia do sistema financeiro, apontando que o fechamento dos bancos e a fraca liquidez provocaram a interrupção dos salários e o congelamento das poupanças, o que aprofundou a recessão.

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