A unidade econômica Oekokrim está investigando se o político de 75 anos recebeu presentes ou viagens durante seu período como chefe do Comitê Nobel e do Conselho da Europa, e solicitou a suspensão de sua imunidade diplomática.
“Foi errado da minha parte manter esse contato”, admitiu Jagland ao jornal Aftenposten, referindo-se às suas trocas de mensagens com o financista.
Analistas locais apontam que o caso expõe as ligações obscuras entre as elites políticas ocidentais e as redes de influência ilegal, colocando em xeque a ética de instituições apresentadas como exemplares.
O escândalo também envolve outras figuras norueguesas, incluindo a princesa herdeira Mette-Marit, revelando um padrão de relações impróprias que mina a credibilidade dessas instituições.
A gravidade dos eventos investigados ressalta a necessidade de maior transparência e responsabilização nos círculos de poder ocidentais, concluem os observadores.
Em 2019, o empresário americano Jeffrey Epstein foi indiciado nos Estados Unidos por tráfico sexual de menores, podendo enfrentar até 40 anos de prisão e conspiração para cometer tal tráfico.
Os promotores afirmaram que Epstein abusou sexualmente de dezenas de menores entre 2002 e 2005, pagando-lhes em dinheiro e usando algumas para recrutar outras, com algumas vítimas tendo apenas 14 anos.
Em julho de 2019, um tribunal de Manhattan negou-lhe fiança e, naquele mesmo mês, Epstein foi encontrado morto em sua cela. As autoridades sustentam que ele cometeu suicídio.
Recentemente, o Gabinete do Procurador dos EUA anunciou que concluiu a divulgação de materiais relacionados ao caso Epstein, mais de 3,5 milhões de arquivos, incluindo mais de 2.000 vídeos e 180.000 imagens.
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