Domingo, Fevereiro 22, 2026
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Cuba adota medidas frente a crise energética agravada por sanções

Havana, 5 fev (Prensa Latina) O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou hoje a implementação de um conjunto de medidas governamentais, que incluem restrições ao consumo, para enfrentar uma complexa situação energética agravada pelas medidas coercitivas dos Estados Unidos.

Durante uma coletiva de imprensa, o chefe de Estado explicou que, desde dezembro, não se recebe combustível devido ao reforço do bloqueio contra a Venezuela, o que afeta a geração de energia elétrica e atividades econômicas e sociais básicas.

“Temos problemas com a disponibilidade de combustível para garantir não só a geração de energia elétrica, mas também atividades básicas que afetam diretamente a população”, afirmou.

O presidente informou que o Conselho de Ministros se reuniu para aprovar diretrizes, atualizadas a partir das indicações do líder histórico da Revolução, Fidel Castro, durante o “período especial”, com o objetivo de enfrentar a escassez.

“Embora haja bloqueio energético, não renunciamos a receber combustível em nosso país. Esse é um direito que temos e estamos fazendo todos os esforços para que o país possa ter novamente abastecimento”, afirmou.

Díaz-Canel classificou como “condenável” e “criminosa” a política de uma potência que busca sufocar uma pequena nação, questionando: “Que direito tem uma nação de impedir que um país receba combustível?”.

Como parte da estratégia para combater os efeitos do bloqueio, o presidente detalhou várias ações em andamento, como o aumento da produção nacional.

O mandatário precisou que será impulsionada a extração de petróleo e gás associado e que este ano está prevista a conexão de 20 mil novos consumidores habaneros à rede de gás manufaturado.

Ele também observou que cientistas cubanos estão trabalhando em projetos para refinar o petróleo nacional e obter derivados como gasolina e diesel, após um teste bem-sucedido no final do ano passado.

Também se avança na recuperação e construção de novas capacidades de armazenamento de combustível, perdidas após o incêndio de Matanzas, para poder receber mais volumes.

“Vamos encarar isso como uma oportunidade para nos desenvolvermos, para termos um desenvolvimento sustentável, para sermos mais soberanos em termos energéticos e menos dependentes”, sublinhou o presidente.

O mandatário reconheceu que as medidas, algumas restritivas, “exigirão esforço” e “sacrifício” da população, mas enfatizou que a opção da rendição não existe para Cuba.

ro/mks/bm

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