Durante uma coletiva de imprensa, o chefe de Estado explicou que, desde dezembro, não se recebe combustível devido ao reforço do bloqueio contra a Venezuela, o que afeta a geração de energia elétrica e atividades econômicas e sociais básicas.
“Temos problemas com a disponibilidade de combustível para garantir não só a geração de energia elétrica, mas também atividades básicas que afetam diretamente a população”, afirmou.
O presidente informou que o Conselho de Ministros se reuniu para aprovar diretrizes, atualizadas a partir das indicações do líder histórico da Revolução, Fidel Castro, durante o “período especial”, com o objetivo de enfrentar a escassez.
“Embora haja bloqueio energético, não renunciamos a receber combustível em nosso país. Esse é um direito que temos e estamos fazendo todos os esforços para que o país possa ter novamente abastecimento”, afirmou.
Díaz-Canel classificou como “condenável” e “criminosa” a política de uma potência que busca sufocar uma pequena nação, questionando: “Que direito tem uma nação de impedir que um país receba combustível?”.
Como parte da estratégia para combater os efeitos do bloqueio, o presidente detalhou várias ações em andamento, como o aumento da produção nacional.
O mandatário precisou que será impulsionada a extração de petróleo e gás associado e que este ano está prevista a conexão de 20 mil novos consumidores habaneros à rede de gás manufaturado.
Ele também observou que cientistas cubanos estão trabalhando em projetos para refinar o petróleo nacional e obter derivados como gasolina e diesel, após um teste bem-sucedido no final do ano passado.
Também se avança na recuperação e construção de novas capacidades de armazenamento de combustível, perdidas após o incêndio de Matanzas, para poder receber mais volumes.
“Vamos encarar isso como uma oportunidade para nos desenvolvermos, para termos um desenvolvimento sustentável, para sermos mais soberanos em termos energéticos e menos dependentes”, sublinhou o presidente.
O mandatário reconheceu que as medidas, algumas restritivas, “exigirão esforço” e “sacrifício” da população, mas enfatizou que a opção da rendição não existe para Cuba.
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