Domingo, Fevereiro 22, 2026
NOTÍCIA

Itália registra queda nos casos de câncer

Roma, 4 de fev (Prensa Latina) A Itália registrou uma queda de 2,6% na incidência de câncer em 2025, um número superior à média regional europeia de 1,7 ponto percentual, segundo relatório divulgado hoje.

Uma análise publicada no site da publicação especializada Sanità Informazione, por ocasião do Dia Mundial do Câncer nesta quarta-feira, destaca que essa redução foi observada principalmente entre os homens e em tumores relacionados ao tabagismo.

O epidemiologista Diego Serraino, consultor da Aliança Contra o Câncer e da Rede Nacional de Oncologia do Ministério da Saúde, apontou que essa tendência positiva reflete a eficácia das políticas de prevenção, como campanhas antitabagistas, rastreamento seletivo e promoção de estilos de vida saudáveis.

No entanto, a queda nos casos de câncer é menos acentuada entre as mulheres, um fenômeno ligado ao início mais tardio do tabagismo nesse grupo, bem como a algumas diferenças no acesso a exames de rastreamento e prevenção, afirmou o especialista.

De acordo com dados divulgados pela Associação Italiana para a Pesquisa do Câncer (AIRC), o número de novos diagnósticos na Itália chega a 390.000 casos.

No relatório “Números do Câncer 2025”, elaborado pela Associação Italiana de Registros de Câncer (Airtum), a mortalidade por câncer entre adultos jovens neste país europeu diminuiu aproximadamente 21,4% em mulheres e 28,0 pontos percentuais em homens.

Este estudo, realizado em conjunto com a Associação Italiana de Oncologia Médica (AIOM), destaca que essa melhora afeta particularmente certos tipos de câncer, como o câncer de pulmão, cuja taxa de mortalidade diminuiu aproximadamente 35,5% em homens e 46,4 pontos percentuais em mulheres.

Este é um importante passo adiante, especialmente porque o câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer na Itália entre os homens e a segunda principal causa entre as mulheres, depois do câncer de mama, acrescenta o documento.

O texto enfatiza que aproximadamente 40% dos casos de câncer poderiam ser prevenidos com a eliminação de todos os fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo de álcool, alimentação desequilibrada, obesidade, sedentarismo e exposição a poluentes ambientais e ocupacionais.

oda/ort / fav

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa