Em uma coletiva de imprensa intitulada “La Ronda”, o presidente descreveu o evento como uma tragédia de proporções nacionais, que impactou profundamente o país, mas que também teve a característica de mobilizar solidariedade e cooperação entre a população.
Recordar o terremoto de 1976 não é apenas um exercício de memória, é uma avaliação do país, da extensão em que aprendemos as lições, bem como as de eventos semelhantes que ocorreram posteriormente, enfatizou o chefe de Estado.
“São essas coisas que nos permitem avançar na construção de instituições, protocolos, sistemas de alerta e coordenação interinstitucional mais fortes”, enfatizou o candidato do partido Movimento Semilla.
Do Palácio Nacional da Cultura, sede do Poder Executivo, Arévalo afirmou que “a memória nos compromete com a prevenção, com a preparação, com a não repetição de improvisações e com o fortalecimento da capacidade do Estado de proteger a vida de todos os cidadãos”.
Essa é a melhor maneira de honrar os milhares de guatemaltecos que perderam tragicamente suas vidas; é justamente o trabalho de construir o bem-estar do país em plena observância ao Estado de Direito, afirmou o político de 67 anos.
O chefe de sismologia do Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia, Diego Castroeste, disse à Emisoras Unidas que esse terremoto transformou a maneira como a atividade sísmica é estudada e monitorada na Guatemala.
Do ponto de vista atual, observou ele, esse evento é considerado um dos terremotos mais significativos do último século na região.
Nos últimos quatro anos consecutivos, a prefeitura metropolitana realizou um simulado neste dia em vários locais para promover uma cultura de prevenção. Este ano, devido ao Estado de Sítio, o simulado foi remarcado para terça-feira, dia 24.
A Guatemala sofre com constante atividade sísmica devido à sua localização geográfica próxima a placas tectônicas e vulcões ativos.
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