Ela era “nossa bibliotecária honorária, uma bibliógrafa por excelência, pesquisadora, professora e um ser humano doce e afetuoso que amava sua profissão e sua Biblioteca Nacional (José Martí) acima de tudo”, continuou a publicação na rede social.
O texto conclui: “Há poucos dias, ela anunciou com orgulho seus 64 anos de serviço em sua amada instituição bibliotecária. Glória ao céu, flores brancas para você, querida Araceli.”
Nascida em 10 de outubro de 1937, em Guanabacoa, Havana, ela iniciou seus estudos na Universidade de Havana em 1955, onde obteve seu doutorado em Filosofia e Letras em 1962. Ao longo de sua carreira, essa prestigiosa intelectual cubana compilou biografias de figuras renomadas da cultura cubana, incluindo Alejo Carpentier, José Lezama Lima, Fernando Ortiz, Emilio Roig de Leuchsenring, Eliseo Diego, Roberto Fernández Retamar, Eusebio Leal Spengler, Cintio Vitier e Che Guevara, entre outros.
Seu extenso trabalho inclui vários livros e panfletos, bem como quase uma centena de contribuições para periódicos nacionais e internacionais.
A partir de 1976, ela compilou a bibliografia de José Martí para o Anuário do Centro de Estudos Martí, completando um total de 45 volumes em 2023. Foi agraciada com a Distinção para a Cultura Cubana, as medalhas Alejo Carpentier e Nicolás Guillén, a Distinção Raúl Gómez García, o Prêmio Nacional de Pesquisa Cultural de 2003, a Ordem Carlos J. Finlay e a Ordem Félix Varela, Primeira Classe, a mais alta distinção concedida pelo Estado cubano a indivíduos que fazem contribuições extraordinárias para a cultura nacional e universal.
Na 31ª Feira Internacional do Livro de Havana, em 2023, foi homenageada como uma figura de destaque. Na ocasião, foi descrita como “a mais importante bibliógrafa viva de Cuba”.
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