O apelo foi feito pela Cuba Coopération France (CubaCoop), France Cuba, Cuba Linda e Cuba Si France, organizações ativas nas últimas décadas em solo francês no apoio à nação antilhana, que condenaram a decisão do presidente Donald Trump de declará-la uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos.
Por meio de seus líderes e representantes, as associações francesas enquadraram o anúncio de Trump e sua ameaça de tarifas aos países que fornecem ou vendem petróleo à ilha em uma escalada sem precedentes da agressividade de Washington e do recrudescimento do bloqueio que impõe há mais de seis décadas.
A CubaCoop instou em um comunicado os líderes franceses e europeus a agirem até que os Estados Unidos retirem sua medida unilateral e levantem o bloqueio econômico, comercial e financeiro.
Dessa forma, eles seriam coerentes com a votação anual na Assembleia Geral das Nações Unidas de uma resolução que estabelece a necessidade de pôr fim ao bloqueio, acrescentou.
Por sua vez, France Cuba e Cuba Linda pediram em uma declaração conjunta que se levantasse a voz contra o que classificaram como “um ataque fascista de um império decadente que pretende mergulhar toda a humanidade em uma constante ameaça existencial”.
Nas redes sociais, o representante da Cuba Si France, Michel Taupin, considerou urgente a mobilização para salvar o país caribenho, que ele considerou em perigo, inclusive de uma intervenção militar.
Da mesma forma, ele alertou que, com sua medida de extrema brutalidade dirigida ao estrangulamento petrolífero, os Estados Unidos pretendem impor à ilha uma mudança de regime.
As organizações francesas negaram que Cuba represente uma ameaça à segurança de Washington e rejeitaram as mentiras para justificar a medida de Trump, que consideraram contrária ao Direito Internacional.
Em suas reações, destacaram a solidariedade que, por décadas, a maior das Antilhas tem demonstrado com países dos cinco continentes, em setores como saúde e educação.
Da mesma forma, afirmaram que a nova cruzada americana esbarrará na resistência dos cubanos e multiplicará seu patriotismo.
O embaixador de Cuba na França, Otto Vaillant, agradeceu a solidariedade com seu país em um momento tão desafiador e afirmou que a ilha defenderá sua Revolução e não renunciará à sua soberania e direito à autodeterminação.
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