Domingo, Fevereiro 22, 2026
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Investigação sobre campanha contra o BC do Brasil no Caso Master

Brasília, 29 de jan (Prensa Latina) A Polícia Federal (PF) está investigando a suposta contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central do Brasil (BCB), no contexto das investigações do chamado Caso Master.

A autorização para abertura do inquérito foi concedida por Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator do caso referente ao Banco Master, instituição que foi liquidada extrajudicialmente em novembro passado em meio a graves irregularidades e acusações de fraude.

Com o inquérito formal em andamento, a polícia poderá intimar influenciadores e testemunhas para interrogatório, analisar detalhadamente as postagens disseminadas nas redes sociais e coletar informações sobre possíveis casos de difamação contra o BCB.

Também serão ouvidos representantes da autoridade monetária para avaliar o alcance e os efeitos do conteúdo divulgado.

A investigação teve início nesta quarta-feira, após revelações jornalísticas indicarem que influenciadores digitais foram contatados para questionar as ações do Banco Central do Brasil (BCB) na liquidação extrajudicial do Banco Master.

Essa instituição financeira está envolvida em suspeitas de fraude bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos e tentativas de resgate por meio de um banco público, o que levou à prisão de seu proprietário, Daniel Vorcaro, e de seu cunhado, Fabiano Zettel.

Uma das linhas de investigação aponta para uma suposta estratégia digital que buscava desacreditar a decisão do BCB e fortalecer a defesa do banqueiro, que criticou a condução do processo de liquidação pelo órgão regulador.

Segundo informações publicadas pela imprensa brasileira, a Polícia Federal (PF) identificou pelo menos 40 perfis em redes sociais que supostamente participaram de uma ação coordenada, internamente denominada “Projeto DV”, em referência às iniciais de Vorcaro.

Entre dezembro do ano passado e o início de janeiro, esses perfis disseminaram mensagens com retórica semelhante, alertando para supostos danos a “pessoas comuns”, questionando a rapidez do processo de liquidação e sugerindo irregularidades na atuação do Banco Central do Brasil (BCB).

Os influenciadores envolvidos são de diversos setores, incluindo entretenimento, celebridades e finanças, e alguns afirmaram ter sido contatados por intermediários ligados a empresas de marketing digital para publicar conteúdo crítico ao Banco Central.

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