Domingo, Fevereiro 22, 2026
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Rússia Considera a Rota Marítima do Norte uma Alternativa Estratégica

Moscou, 28 de jan (Prensa Latina) As autoridades russas afirmaram hoje que a Rota Marítima do Norte está a caminho de se tornar uma alternativa estrategicamente importante para o comércio entre a Ásia e a Europa.

O representante comercial russo na China, Alexei Dakhnovsky, em declarações à RT, observou que, graças aos esforços de agências relevantes e operadores logísticos como a empresa russa Fesco e a estatal Rosatom, o interesse pela rota do Ártico está crescendo.

“O potencial de cooperação em logística será mais plenamente e efetivamente realizado à medida que a infraestrutura portuária e ferroviária for modernizada e os mecanismos alfandegários forem aprimorados”, disse o representante comercial do gigante euroasiático.

A este respeito, Dakhnovsky citou dados da Administração Geral de Alfândegas da China, segundo os quais o volume de comércio entre os dois países atingiu US$ 228 bilhões em 2025, demonstrando que, com uma infraestrutura de transporte aprimorada, uma receita mútua maior poderia ser alcançada.

A Rota Marítima do Norte é atualmente a rota mais curta entre a parte europeia da Rússia e o Extremo Oriente, além de ser a principal artéria de comunicação no Ártico russo.

A rota acompanha a costa norte da nação eslava através dos mares árticos por 5.600 quilômetros, do Estreito de Kara à Baía de Provideniya.

Na última década, essa rota experimentou um aumento de quase dez vezes no tráfego de cargas, atingindo 38 milhões de toneladas. Estima-se que, até 2030, esse volume possa chegar à entre 70 e 100 milhões de toneladas de mercadorias.

Em agosto passado, o presidente russo Vladimir Putin destacou o interesse de diversas nações em utilizar essa rota.

Tanto que, em outubro de 2025, foi concluída a primeira viagem comercial de contêineres entre a China e a Europa pela Rodovia China-Europa.

A viagem entre o terminal chinês de Ningbo-Zhoushan, na província oriental de Zhejiang, e o porto britânico de Felixstowe “levou 20 dias, quase metade do tempo que levaria pelas rotas tradicionais do Sul”, afirmou a Rosatom, operadora da Rodovia China-Europa.

A corporação estatal russa de energia nuclear especificou que o tempo de viagem foi significativamente menor do que o da rota ferroviária de carga China-Europa (cerca de 25 dias), da rota pelo Canal de Suez (cerca de 40 dias) e da rota ao redor do Cabo da Boa Esperança, que circunda o continente africano (cerca de 50 dias).

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