A senadora republicana Lisa Murkowski afirmou que “provavelmente é hora” de Noem “renuncie” após o incidente fatal em Minneapolis, no qual Alex Pretti foi baleado e morto por dois agentes da Patrulha da Fronteira.
“Acho que o presidente precisa considerar quem ele tem no cargo de secretário de Segurança Interna”, comentou.
Murkowski também criticou Noem por chamar Pretti, um enfermeiro de 37 anos que trabalhava na unidade de terapia intensiva de um hospital de veteranos, de “terrorista doméstico”.
A senadora sugeriu que a autoridade deve ser responsabilizada “pelo caos e por algumas das tragédias que temos visto”.
Por sua vez, o senador republicano Thom Tillis disse a repórteres no Capitólio que não tem confiança na secretária Noem e que ela deveria deixar o governo. “Não. De jeito nenhum. Acho que ela deveria sair”, respondeu ele a uma pergunta sobre o assunto.
Outros republicanos expressaram preocupação com o ICE e suas táticas repressivas após o linchamento de Pretti.
Enquanto isso, o líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, previu que os democratas darão prosseguimento ao processo de impeachment contra Noem se ela não for demitida, marcando uma mudança na forma como os principais líderes do partido estão tentando confrontar a ofensiva imigratória do governo Trump.
“Kristi Noem deve ser demitida imediatamente ou iniciaremos o processo de impeachment na Câmara dos Representantes”, disse Jeffries em um comunicado, no qual enfatizou: “Podemos fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil”.
A deputada democrata Robin Kelly, de Illinois, também apresentou uma resolução de impeachment em 14 de janeiro, uma semana depois que Renee Good foi baleada e morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis.
Na tarde de terça-feira, mais de 160 dos 213 deputados democratas haviam assinado a resolução para dar prosseguimento ao processo de impeachment contra Noem.
Uma maioria simples é necessária para que a moção seja aprovada. Pelo menos três deputados republicanos teriam que votar com todos os democratas para aprovar qualquer artigo de impeachment, o que parece improvável.
Mesmo que avançasse na Câmara, enfrentaria sérias dificuldades no Senado, controlado pelos republicanos, onde uma maioria de dois terços seria necessária para condenar e destituir uma autoridade.
Na noite passada, a congressista democrata Ilhan Omar, de Minnesota, foi agredida por um homem em um evento público enquanto exigia a retirada do ICE e a renúncia de Noem.
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