Domingo, Fevereiro 22, 2026
NOTÍCIA

Comunistas chilenos solidários com Cuba diante das ameaças dos EUA

Santiago do Chile, 28 jan (Prensa Latina) O Partido Comunista e a Juventude Comunista do Chile ratificaram sua solidariedade com Cuba diante das ameaças dos Estados Unidos de atacar a ilha e bloquear o acesso do país caribenho aos hidrocarbonetos.

Em uma reunião da militância da Região Metropolitana, o presidente do Partido Comunista (PCCh), Lautaro Carmona, alertou que a invasão da Venezuela e as ameaças do presidente Donald Trump contra Cuba e outros países colocam em risco a definição da América Latina e do Caribe como Zona de Paz.

Carmona e Juan Andrés Lagos, membro da comissão política do PCCh, visitaram a nação caribenha entre 17 e 22 de janeiro, onde mantiveram um intercâmbio político com a alta direção do país.

Foi uma visita do mais alto nível. Pudemos nos reunir com o presidente, Miguel Díaz-Canel, com toda a equipe de direção do Partido, o presidente do Parlamento e outras personalidades, disse Carmona à Prensa Latina.

Díaz-Canel, com toda a equipe de direção do Partido, o presidente do Parlamento e outras personalidades, disse Carmona à Prensa Latina.

Ele explicou que a situação no país é muito complexa porque Trump tenta sufocá-lo e impedir qualquer possibilidade de comprar petróleo, e está até pressionando o México nesse sentido.

Em meio a essas ameaças e ao recrudescimento do bloqueio, Cuba se prepara para a defesa da soberania e da Revolução, afirmou.

O líder máximo do PCCh manifestou a disposição do Partido e, em geral, da esquerda chilena de aumentar o apoio a Cuba e incentivar os movimentos de solidariedade.

Ele lembrou o apoio que a Revolução sempre deu ao Chile diante de catástrofes naturais, durante o governo de Salvador Allende e durante a ditadura, quando acolheu milhares de exilados.

Juan Andrés Lagos classificou como calorosa e intensa a reunião com o presidente Díaz-Canel.

“Ele tinha o Chile muito presente. Ele nos contou que, quando criança, soube do golpe de Estado e ficou muito impressionado”, disse Lagos.

Durante sua visita, a delegação prestou homenagem no Cemitério de Colón, em Havana, aos 32 combatentes cubanos que morreram no ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela em 3 de janeiro passado.

Amanda Rozas, responsável nacional pela organização da Juventude Comunista, declarou que Cuba é um exemplo de resistência, de luta incansável, que todos os dias os inspira a seguir suas próprias batalhas.

Cerca de 300 pessoas participaram da reunião, realizada na sede da Central Unitaria de Trabajadores.

oda/car/bm

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa