Domingo, Fevereiro 22, 2026
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Camagüey na alma de Martí: um legado que perdura em Cuba

Camagüey, 28 jan (Prensa Latina) A cidade patrimonial de Camagüey vibra hoje com o legado imperecível do Herói Nacional, José Martí, cuja ligação com esta terra transcende o histórico para se enraizar no mais íntimo e patriótico.

No âmbito do 173º aniversário do seu nascimento, os cubanos revivem mais uma vez a profunda ligação do Mestre com esta região, berço dos valores essenciais da nação.

Um dos laços mais visíveis foi seu casamento com Carmen Zayas Bazán, natural de Camagüey, fortalecido com o nascimento de seu filho José Francisco, ocorrido no coração do Centro Histórico local em 1878.

O historiador e jornalista Eduardo Labrada destaca em entrevista à Prensa Latina que, embora Martí nunca tenha pisado fisicamente nesta cidade, sua presença espiritual é sentida em cada canto, encarnada em seus afetos e em sua obra.

“Não apenas por seu filho, precisa Labrada, mas também pela admiração que professava por heróis camagüeyanos como Ignacio Agramonte, a quem chamava de ‘diamante com alma de beijo’, Martí fez desta terra a sua”.

Assim, José Francisco tornou-se um símbolo de devoção e atração perpétua para Camagüey. Prova disso é o livro de poemas Ismaelillo, escrito pelo Apóstolo em 1882, onde exclama: “Filho assustado de tudo, refugio-me em ti”.

Além do vínculo familiar, o sentimento de Martí por esta cidade se intensifica em 1895, quando ele se alista para a etapa definitiva da luta pela independência, considerando Camagüey como um bastião moral e estratégico.

O pesquisador ressalta que Martí encarna a transcendência desta região, “por isso é inevitável evocar sua figura em uma data tão emblemática”.

Em uma das zonas centrais para a formação da cubanidade, José Martí se ergue em 2026 como a presença mais venerada da cultura nacional, farol inesgotável na construção contínua da sociedade.

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