Domingo, Março 01, 2026
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Macron rejeita declarações de Trump sobre a OTAN no Afeganistão

Paris, 25 jan (Prensa Latina) O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou hoje como inaceitáveis ​​os comentários feitos por seu homólogo americano, Donald Trump, que minimizou o papel dos soldados da OTAN de outros países na invasão do Afeganistão.

Citada pelo jornal Le Monde, uma fonte próxima ao presidente francês afirmou que as declarações do chefe da Casa Branca sequer merecem uma reação.

“É às famílias dos soldados mortos que o chefe de Estado deseja oferecer suas condolências e reiterar o reconhecimento e a respeitosa lembrança da nação”, especificou a fonte.

Na quinta-feira, em entrevista à Fox News, emissora que apoia seu governo, Trump afirmou que os Estados Unidos nunca precisaram de seus aliados da OTAN na guerra do Afeganistão e que eles estavam “um pouco fora da linha de frente”.

Alguns países também reagiram com desagrado a esses comentários, incluindo Dinamarca, Itália e Reino Unido.

Na França, a Ministra da Defesa Catherine Vautrin respondeu no dia anterior com uma foto do funeral dos soldados franceses mortos no Afeganistão.

A ministra lembrou que 90 soldados franceses perderam a vida naquele país e vários ficaram feridos, um sacrifício — enfatizou ela — que merece respeito.

Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, Washington invadiu o Afeganistão, acusando o regime talibã de abrigar os responsáveis. Para justificar essa ação, Washington invocou o Artigo 5º do Tratado da OTAN, a única vez em mais de 75 anos que esse mecanismo de resposta coletiva a um ataque foi acionado.

Durante a agressão e subsequente ocupação do país asiático, os Estados Unidos sofreram 2.461 baixas, e os demais membros da OTAN sofreram mais de 1.100, incluindo o Reino Unido (457), Canadá (159), Espanha (102), França (90), Alemanha (62), Itália (53), Polônia (44), Dinamarca (43) e Austrália (41).

idm/wmr/bj

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