“A Rússia não tem planos agressivos contra seus vizinhos do Ártico, não os ameaça com ações militares, não os chantageia, nem busca tomar seu território”, declarou o diplomata, comentando a situação.
A esse respeito, ele lembrou as palavras do ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, que afirmou em 14 de janeiro que nem a Rússia nem a China ameaçam atualmente a Groenlândia.
“No entanto, os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), incluindo a Dinamarca, usam amplamente o pretexto da suposta ameaça russa ou chinesa para militarizar o Ártico”, indicou Barbin.
“Apesar disso, os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), incluindo a Dinamarca, usam amplamente o pretexto da suposta ameaça russa ou chinesa para militarizar o Ártico”, indicou Barbin. Na opinião dele, “ao trazer a OTAN para o Ártico, para a Groenlândia, a Dinamarca está promovendo abordagens de confronto que sempre levam não ao fortalecimento, mas ao enfraquecimento da segurança e ao aumento das tensões militares na região”.
Em 14 de janeiro, os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia, Lars Løkke Rasmussen e Vivian Motzfeldt, reuniram-se em Washington com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.
Rasmussen declarou posteriormente que a Dinamarca não conseguiu convencer os Estados Unidos, durante essas consultas, a abandonar sua intenção de anexar a Groenlândia. Na reunião, as partes concordaram em criar um grupo de trabalho que se reunirá regularmente para explorar a possibilidade de se chegar a um entendimento mútuo sobre o futuro da ilha.
Trump reiterou a necessidade de a Groenlândia se unir aos Estados Unidos. Mesmo durante seu primeiro mandato, ele propôs a compra da ilha e, em março de 2025, expressou confiança de que ela poderia ser anexada. “Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e eu não permitirei. De uma forma ou de outra, a Groenlândia será nossa”, declarou o líder americano.
A Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca. Em 1951, Washington e Copenhague, além de suas obrigações como aliados da OTAN, assinaram o Tratado de Defesa da Groenlândia. Segundo esse tratado, os Estados Unidos se comprometeram a defender a ilha contra possíveis agressões.
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