Domingo, Janeiro 11, 2026
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Chilenos destacam coragem de combatentes cubanos mortos na Venezuela

Santiago, 10 jan (Prensa Latina) Representantes de organizações políticas e sociais chilenas destacaram a coragem dos 32 combatentes cubanos e aproximadamente cem venezuelanos mortos durante o ataque armado dos EUA em 3 de janeiro.

Organizados pelos Movimentos ALBA, pela seção chilena da Internacional Antifascista e pela Brigada Internacionalista de Solidariedade com a Venezuela, dezenas de pessoas se reuniram na noite passada para homenagear aqueles que deram suas vidas em combate desigual.

Jorge Gálvez, secretário-geral do Partido dos Trabalhadores do Chile e coordenador da Internacional Antifascista, expressou profundo respeito por aqueles que tombaram defendendo a soberania do país sul-americano e a segurança do presidente Nicolás Maduro.

“Cuba, nação irmã na luta pela emancipação dos povos, declarou luto por suas 32 almas corajosas”, observou ele.

Gálvez condenou o sequestro do presidente Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e afirmou que hoje, mais do que nunca, a América Latina e o Caribe exigem respeito à autodeterminação dos povos e expressam sua total rejeição ao intervencionismo.

Por sua vez, Mónica Quilodrán, do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR), lembrou o heroísmo de Cuba e das brigadas internacionalistas que atuaram na África, na América Latina e onde quer que sejam necessárias.

Seja com seus jalecos brancos ou com os combatentes que participaram da emancipação de diversas nações, a ilha sempre vem em socorro quando necessário, sem hesitar em se sacrificar, afirmou a líder do MIR.

Em um momento emocionante do evento, um grupo de mulheres leu em voz alta, um a um, os nomes dos cubanos que morreram em combate defendendo a Venezuela.

O advogado Roberto Ávila apresentou um relatório de 13 pontos detalhando todas as violações cometidas pelos Estados Unidos contra o direito internacional e outras normas jurídicas.

Entre as violações mencionadas, estavam o desrespeito à Carta da ONU, ao princípio da igualdade soberana dos Estados, à proibição do uso ou da ameaça de força, ao dever de resolver disputas por meios pacíficos e às Convenções de Genebra e seus protocolos.

O evento, realizado na sede da Central Autônoma dos Trabalhadores do Chile, terminou com uma apresentação do cantor Francisco “Pancho” Villa, que cantou alguns de seus maiores sucessos.

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