Sábado, Janeiro 10, 2026
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Guatemala prevê crescimento menor das remessas este ano do que 2025

Cidade da Guatemala, 9 jan (Prensa Latina) As autoridades financeiras da Guatemala esperam um aumento menos expressivo (moderado) nas remessas este ano do que em 2025, com uma receita recorde de US$ 25,53 bilhões, conforme anunciado hoje.

O aumento projetado será de cerca de 5% (positivo), embora inferior aos 18,7% registrados no ano anterior, explicou o presidente do Banco Central do país, Álvaro González.

Logicamente, trata-se de quantias significativas que entram na economia; esse excedente de remessas pressiona a valorização do quetzal em relação ao dólar, acrescentou o funcionário, citado pelo jornal local Prensa Libre.

Essa tendência, explicou ele, proporciona segurança para os envolvidos no comércio exterior: exportadores e importadores.

Ele esclareceu que a desaceleração se deve a outros fatores, e não ao imposto de 1% sobre as remessas imposto pelo governo dos EUA no dia 1º.

O primeiro fator, explicou, é a redução líquida no número de pessoas que desejam migrar para os Estados Unidos, e o fato de que aqueles que são deportados não estão mais retornando.

Além disso, com medo da deportação, eles economizam e consomem menos em seus locais de residência, o que significa que enviam menos recursos para suas famílias ou países de origem.

A estimativa é de que essa tendência não seja tão dinâmica quanto a observada em 2025, enfatizou o presidente do Banco da Guatemala (Banguat).

Análises oficiais indicam que a média diária de remessas em 2025 foi de US$ 100,9 milhões, e para o ano corrente poderá chegar a US$ 106 milhões, informou o veículo de comunicação.

Um especialista no assunto alertou que os 20,7% que esse conceito representa no produto interno bruto também devem ser interpretados como um sinal de alerta estrutural.

Isso reflete uma crescente dependência de recursos gerados no exterior, revelando que a economia do país não está gerando oportunidades produtivas e de emprego suficientes para reter sua população, observou Herbert Hernández, diretor do Banco dos Trabalhadores.

Em termos simples, este território depende mais dos esforços de seus migrantes do que de sua capacidade interna de exportar bens, serviços e valor agregado, afirmou ele.

O Banco da Guatemala (Banguat) informou que a Guatemala dobrou o valor das remessas recebidas em cinco anos, passando de 2019 para 10,5083 bilhões naquele ano.

ro/znc/ls

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