Em um pronunciamento especial, o Ministro informou o país e o mundo sobre o que descreveu como “a agressão militar mais criminosa” perpetrada pelo governo dos Estados Unidos.
Padrino López detalhou que, durante a madrugada de hoje, forças invasoras dos EUA violaram o espaço aéreo soberano venezuelano.
Os ataques, explicou, concentraram-se na cidade de Fuerte Tiuna, em Caracas, e em pontos estratégicos nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Em seu discurso, Padrino López afirmou que helicópteros de combate inimigos dispararam mísseis e foguetes que atingiram áreas residenciais com população civil, e um levantamento preliminar de mortos e feridos já está sendo realizado.
Em resposta a esses eventos, o alto-comando militar venezuelano apresentou o mais veemente protesto possível a todas as organizações multilaterais internacionais.
O Ministro da Defesa acusou diretamente o governo dos EUA (a administração de Donald Trump) de cometer uma flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, colocando em risco a estabilidade de toda a região.
“A Venezuela livre, independente e soberana rejeita com toda a força de sua história a presença dessas tropas estrangeiras, cujo único legado é morte, dor e destruição”, enfatizou o Ministro.
Ele também rejeitou a noção de que a ação foi justificada como uma luta contra o narcoterrorismo, afirmando que seu verdadeiro objetivo é forçar uma mudança no governo legítimo, “nos submeter aos desígnios espúrios do imperialismo estadunidense” e se apoderar dos recursos estratégicos da nação, violando o direito inalienável da Venezuela à autodeterminação.
Esta invasão representa a maior afronta que o país já sofreu, motivada pela ganância insaciável por nossos recursos estratégicos, ressaltou. “Nossa vocação é a paz, mas nossa herança é a luta pela liberdade. Nós, que estendemos a mão em fraternidade, hoje cerramos o punho em defesa do que é nosso.”
Em resposta à agressão e em conformidade com as disposições constitucionais, o Ministro Padrino López anunciou a declaração de Estado de Emergência Externa em todo o território.
Este marco legal permite o pleno uso das capacidades operacionais das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB).
“Sob as instruções do Presidente da República, Nicolás Maduro Moros, nosso Comandante-em-Chefe, mobilizaremos todas as nossas capacidades para a defesa integral da Nação”, enfatizou. Ao mesmo tempo, explicou que será ativado um grande contingente, em perfeita integração cívico-militar-policial, incluindo todos os recursos terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis disponíveis ao país, que estão totalmente operacionais.
Dada a gravidade da situação, o ministro apelou à união de todo o povo. “O desespero é um aliado do invasor; a sanidade é o escudo da pátria”, declarou Padrino López, exortando as pessoas a evitarem o pânico e o caos que os Estados Unidos buscam semear.
Por fim, reiterou que a vocação da Venezuela é a paz, mas que seu legado histórico é a luta pela liberdade.
“Herdamos a coragem dos libertadores, que nos ensinaram que a dignidade é inegociável e que a pátria é um valor supremo. Eles nos atacaram, mas não nos quebrarão”, concluiu Padrino López.
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