Segunda-feira, Janeiro 05, 2026
NOTÍCIA

Jordânia exorta ação imediata em catástrofe humanitária em Gaza

Amã, 3 jan (Prensa Latina) O governo jordaniano exortou hoje a comunidade internacional a tomar medidas imediatas para lidar com o agravamento da catástrofe humanitária que afeta a população palestina na Faixa de Gaza.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores referiu-se à grave situação humanitária enfrentada pelos habitantes de Gaza em meio às severas condições climáticas e às contínuas restrições impostas por Israel à entrada de ajuda humanitária.

O ministério apelou a Israel para que remova todos os obstáculos que impedem a entrega suficiente, imediata e contínua de assistência humanitária ao enclave palestino.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Fouad Majali, alertou que Gaza enfrenta uma crise humanitária sem precedentes como resultado da extensa destruição causada pela agressão israelense e da persistente obstrução da ajuda humanitária.

O porta-voz enfatizou que essas circunstâncias exigem uma intervenção internacional urgente para compelir Israel a abrir todas as passagens de fronteira e permitir que a assistência adequada chegue a todas as áreas da Faixa de Gaza.

Majali insistiu na necessidade de Israel cumprir suas obrigações perante o direito internacional humanitário, abster-se de obstruir o acesso humanitário e facilitar as operações de socorro e assistência à população de Gaza.

Ele também enfatizou a importância de permitir que as agências das Nações Unidas, em particular a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), bem como organizações não governamentais internacionais, continuem seu trabalho em Gaza, dadas as condições extremamente difíceis enfrentadas por seus habitantes.

Nesse mesmo contexto, o Ministério das Relações Exteriores da Jordânia condenou veementemente a decisão de Israel, como potência ocupante, de revogar as licenças de planejamento e construção da Prefeitura de Hebron para a Mesquita de Ibrahimi e de aprovar unilateralmente um projeto para cobrir o pátio da mesquita.

Segundo Amã, essa medida constitui uma violação flagrante do status quo histórico e legal do local sagrado, e reiterou sua rejeição absoluta às contínuas ações unilaterais ilegais de Israel na Cisjordânia ocupada, particularmente aquelas dirigidas contra a Mesquita de Ibrahimi.

Essas ações violam a Convenção de Haia de 1954 para a Proteção de Bens Culturais em Caso de Conflito Armado, bem como as resoluções relevantes da ONU e a decisão da UNESCO de 2017 de incluir a Cidade Velha de Hebron e a mesquita na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo, afirmou o Ministério.

A Jordânia apelou à comunidade internacional para que assuma suas responsabilidades legais e morais a fim de compelir Israel a cessar suas ações ilegais, proteger o patrimônio cultural e religioso palestino e preservar o valor universal excepcional da Mesquita de Ibrahimi, ameaçada pelas ações israelenses.

A Jordânia reafirmou que não haverá segurança ou uma paz justa e duradoura sem o respeito aos direitos legítimos do povo palestino, em particular seu direito à autodeterminação e ao estabelecimento de um Estado independente e soberano dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital.

arc/fm\bj

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa