Outros produtos que se recuperaram no ano passado incluem alimentos e bebidas (6%), que devem consolidar seu crescimento em 8%, bem como plásticos (projeções de 2% e 3%), destacou a agência local responsável pelas exportações.
Nos últimos dois anos, o principal produto de exportação do país, vestuário e têxteis, enfrentou menor demanda dos Estados Unidos, seu principal destino, observou a agência.
Ela também citou a forte concorrência de países asiáticos, especialmente Bangladesh, Vietnã e China, com preços muito baixos.
Além disso, acrescentou a agência, o aumento do salário mínimo em 2025 neste país centro-americano, entre outros fatores, afetou esse setor, que depende do mercado americano para mais de 80% de suas exportações. No caso das exportações de serviços, a agência projetou um aumento de 5% em 2025 e de 8% neste ano, impulsionado pela terceirização de processos baseados em conhecimento, logística, turismo de saúde e, principalmente, turismo sustentável.
Da mesma forma, o setor de tecnologia da informação e terceirização, após uma recente queda acentuada, deverá recuperar o fôlego com um aumento de 20% até o final de dezembro do próximo ano, alertou a agência.
Contudo, a Agência de Exportação da Guatemala (Agexport) destacou que o país precisa superar as lacunas em inglês avançado, habilidades tecnológicas e capacidade analítica, que estão limitando seu ritmo de expansão.
Diante desse cenário, a agência defendeu avanços em medidas estratégicas para a competitividade nacional, como uma política ativa de facilitação do comércio, uma agenda de infraestrutura produtiva e logística e um quadro trabalhista competitivo e flexível.
A Agexport mencionou programas de incentivo à produtividade, estratégias de promoção e diversificação de mercado, além de segurança regulatória e estabilidade macroeconômica, como elementos essenciais para atrair novos investimentos em exportação.
A agência projetou um aumento de 6% nas exportações até o final de 2025 e um aumento adicional de 5% para o ano seguinte. O aumento dos custos operacionais, seja devido a tarifas imprevistas ou a aumentos salariais não relacionados a ganhos de produtividade, prejudica a vantagem competitiva, explicou o diretor-geral da organização, Amador Carballido.
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