Sexta-feira, Janeiro 02, 2026
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Israel: Medida contra ONGs internacionais na Palestina é denunciada

Tel Aviv, 2 jan (Prensa Latina) Dezenove organizações israelenses de direitos humanos condenaram o cancelamento, pelo governo de Benjamin Netanyahu, do registro de 37 ONGs internacionais que atuam na Palestina, região que atualmente enfrenta uma grave crise após dois anos de agressão.

Em uma declaração conjunta, os grupos observaram que “num momento em que a necessidade é maior em Gaza e na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, essa medida restringe o acesso à ajuda vital”.

O plano também prejudica a ação humanitária, coloca em risco funcionários e comunidades e compromete a entrega eficaz da ajuda, ressaltaram. Reiteraram que “garantir o acesso à ajuda humanitária é uma obrigação legal, não uma opção discricionária”.

Entre as organizações que assinaram a declaração estão a B’Tselem, o Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel, a Associação para os Direitos Civis em Israel, o Centro Jurídico para a Liberdade de Movimento e a Ir Amim.

Também assinaram o Centro para a Defesa do Indivíduo, o Fundo de Defensores dos Direitos Humanos, a Mulheres Contra a Ocupação e pelos Direitos Humanos, os Médicos pelos Direitos Humanos em Israel e o Comitê Público Contra a Tortura em Israel.

Em 1º de março do ano passado, o governo israelense adotou uma regulamentação que exige que as ONGs internacionais que operam nos territórios palestinos apresentem documentação e identifiquem todos os seus funcionários, supostamente para “impedir a infiltração de agentes terroristas em estruturas humanitárias”.

O governo concedeu um prazo de 10 meses para o cumprimento da norma, que expirou em 1º de janeiro. Como resultado, 37 organizações devem cessar suas atividades até 1º de março por não cumprirem a ordem.

As organizações denunciaram a medida como uma violação do direito internacional humanitário.

Enquanto isso, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, classificou a decisão como ultrajante e instou a comunidade internacional a pressionar o país.

Entre os grupos afetados estão a World Vision International, a Oxfam e os Médicos Sem Fronteiras.

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