Quinta-feira, Novembro 05, 2026
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Brasil apresenta mapas para a transição energética e florestal

Brasília, 3 nov (Prensa Latina) A presidência brasileira da COP30 apresentou hoje dois roteiros para orientar os esforços internacionais rumo ao abandono dos combustíveis fósseis e ao fim do desmatamento e da degradação florestal.

Os documentos, denominados “Mapas do Caminho”, foram elaborados como instrumentos de aplicação global para ajudar os países a converter os compromissos climáticos existentes em políticas e ações concretas, informou a Agência Brasil. O presidente da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), André Corrêa do Lago, explicou que as propostas não fazem parte das negociações, mas buscam contribuir para a implementação de acordos já alcançados, por meio de políticas fundamentadas em informações, ciência e dados disponíveis.

A apresentação ocorreu a menos de uma semana do início da COP31, prevista para acontecer de 9 a 20 de novembro em Antalya, na Turquia. O “Mapa do Caminho” para o afastamento dos combustíveis fósseis propõe começar com um diagnóstico nacional sobre a oferta e a demanda de energia e sua relação com a economia de cada país.

A avaliação contempla aspectos como a dependência fiscal em relação aos mercados energéticos, os investimentos recentes, as expectativas de rentabilidade dos investidores e os sinais de preços recebidos por produtores e consumidores.

O documento identifica, ainda, medidas para acelerar a transição, entre elas o fortalecimento do planejamento energético de longo prazo, a ampliação da cooperação entre instituições e os setores público e privado, e a garantia de uma oferta de energia confiável, acessível e sustentável.

A diretora executiva da COP30, Ana Toni, afirmou que os países já dispõem de condições para começar a planejar seus processos de transição, embora partam de realidades econômicas e energéticas distintas.

O segundo documento, dedicado ao fim do desmatamento e da degradação florestal, abrange florestas tropicais, subtropicais, temperadas e boreais, além de ecossistemas associados, como manguezais e turfeiras. A proposta destaca que a degradação florestal também constitui uma ameaça climática, pois reduz a capacidade dos ecossistemas de armazenar carbono, regular os ciclos de chuva e preservar a biodiversidade.

O Ministro do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Paulo Capobianco, observou que diversas das medidas propostas são inspiradas em políticas implementadas no Brasil, que contribuíram para a redução do desmatamento.

Ambos os mapas incentivam os países a avaliarem sua situação, identificarem as medidas necessárias e compartilharem experiências para combinar esforços nacionais em busca de resultados globais.

A presidência brasileira da COP30 busca, assim, manter o ímpeto da conferência realizada em Belém em 2025 e facilitar a tradução dos compromissos climáticos em ações concretas, em um contexto de urgência para reduzir as emissões e proteger os ecossistemas.

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