Em declarações a jornalistas, o ministro assegurou que o governo trabalha para melhorar as contas públicas sem abandonar os compromissos sociais assumidos durante a campanha eleitoral.
“Não estamos tratando de nada que justifique o mercado ter uma postura de medo”, afirmou Durigan, explicando que suas reuniões com o presidente estão focadas em encontrar uma fórmula que combine responsabilidade fiscal, estabilidade econômica e proteção aos setores mais vulneráveis.
Ele ressaltou que o ajuste deve respeitar as promessas eleitorais e avançar rumo a uma maior progressividade do sistema, de modo que os esforços para equilibrar as finanças públicas não recaiam sobre os mais pobres.
“O projeto que o presidente apresentou, e que saiu vitorioso das urnas no último dia 25 de outubro, é um projeto generoso com o país”, expressou Durigan.
Acrescentou que a tarefa consiste em conciliar as demandas de diferentes setores sociais com a melhoria dos indicadores fiscais.
Também pediu cautela diante de especulações sobre as próximas decisões econômicas e a possível nomeação de novos integrantes da equipe de governo.
Segundo explicou, o presidente ainda não definiu uma agenda de encontros com outros economistas.
Em particular, Durigan negou que exista uma reunião programada entre Lula e André Lara Resende, cujo nome circulou nos últimos dias em meio ao debate sobre alternativas para reduzir as taxas de juros e modificar a coordenação entre as políticas fiscal e monetária.
Afirmou que o chefe de Estado tem liberdade para dialogar com quem considerar conveniente, mas esclareceu que, até o momento, as conversas sobre economia ocorrem diretamente com ele e sua equipe. Também declarou que qualquer eventual nomeação para o Banco Central será realizada com rigor técnico e sem antecipar decisões que ainda não foram discutidas com o presidente.
Essas declarações, apontou o portal Brasil 247, surgem após as expectativas do mercado financeiro refletirem preocupação com os rumos da política econômica, na sequência da vitória eleitoral de Lula.
Durigan assegurou que o Executivo terá tempo para avaliar o cenário e definir medidas concretas nas próximas semanas.
A prioridade, insistiu, será melhorar o resultado fiscal e garantir que os recursos públicos sejam utilizados de maneira eficiente, sem sacrificar direitos nem investimentos estratégicos.
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