Setenta por cento dos detidos eram maiores de idade, enquanto 329 deles já foram encaminhados para processos judiciais com penas de prisão, declarou Darmanin ao canal de televisão BFMTV.
“O número demonstra que se trata de um movimento de adolescentes, e não exatamente de uma continuação do protesto dos alunos do ensino médio”, comentou o ministro.
Desde 17 de setembro passado, os alunos do distrito parisiense de Saint-Denis iniciaram um movimento de bloqueio de escolas de ensino médio, que se espalhou por grande parte das 3 mil instituições desse tipo na França.
Essas reivindicações foram posteriormente apoiadas pelos sindicatos do setor público, entre eles os do magistério, e incluíam a melhoria das condições nas escolas de ensino médio, o fim da superlotação nas salas de aula e de um sistema de seleção universitária que consideram discriminatório.
Líderes dos sindicatos e das organizações estudantis de escolas de ensino médio e universidades se reuniram com os ministros do Interior, da Educação Nacional e do Ensino Superior para discutir propostas do governo que consideraram insuficientes.
Para esta jornada, as organizações estudantis convocaram o fechamento das instituições de ensino e, na quinta-feira, se unirão à greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho, para exigir aumento salarial e rejeitar o alto custo de vida.
Além disso, cooperativas pesqueiras e agricultores podem aderir à greve, embora na véspera tenha entrado em vigor um plano do governo para reduzir o preço dos combustíveis, após a liberação de dois milhões de barris da reserva nacional de combustíveis.
mem/to/bm





