Em uma carta aberta dirigida ao ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Martínez-Acha, a organização pediu que se mantenha e reafirme a vocação histórica do país em defesa da soberania dos Estados, da autodeterminação dos povos, do Direito Internacional e do multilateralismo.
A declaração, datada em David, capital de Chiriquí, e entregue na véspera no Palácio Bolívar (sede do Ministério das Relações Exteriores), sustenta que o Panamá deve manifestar, por meio de seu voto no órgão deliberativo máximo da ONU, seu apoio ao levantamento do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a nação caribenha, em vigor há mais de seis décadas.
A Coordenadora também solicitou apoio ao fim do chamado cerco energético e de outras medidas que, segundo ela, têm intensificado nos últimos tempos seus efeitos sobre o povo da maior das Antilhas.
A carta reafirma o compromisso do Panamá com a soberania dos Estados, a não intervenção e o Direito Internacional, ao mesmo tempo em que destaca a importância de uma comunidade internacional fundamentada na paz, no respeito mútuo, na cooperação e na soberania dos povos.
O grupo expressou ainda sua confiança de que o Ministério das Relações Exteriores do Panamá continuará defendendo, com independência e firmeza, esses princípios no âmbito internacional.
No último dia 7 de julho, na sessão plenária do órgão mundial, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou que o bloqueio norte-americano ao seu país mata e sufoca silenciosamente, além de “constituir um crime impiedoso, pelo qual as Nações Unidas também são responsáveis”.
Em seu discurso intitulado “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba”, ele explicou que essa política de quase 70 anos se intensificou nos últimos sete meses, com a deterioração da qualidade de vida e os danos causados à população.
Em seus argumentos para levar com urgência a atual situação de Cuba ao debate da ONU, Rodríguez destacou que, ao bloqueio econômico, comercial e financeiro, somam-se ações inéditas e de caráter extremamente extraterritorial, como o uso de sanções secundárias que seguem o plano macabro de provocar na ilha uma crise humanitária e a total desestabilização do país.
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