A ministra de Estado do setor de investimento agrícola e desenvolvimento de suprimentos de insumos, Sofía Kassa, reconheceu que o país tem potencial para competir globalmente na indústria da banana; no entanto, deve melhorar a qualidade e cumprir os padrões internacionais.
Nesse sentido, Kassa pediu esforços mais intensos para produzir bananas com qualidade de exportação e acessar os mercados internacionais além de Djibuti e da Somália, enfatizando que a produção, por si só, não pode alcançar a transformação econômica desejada.
Ela sugeriu aproveitar a experiência no setor de horticultura, particularmente em flores e hortaliças, onde a cooperação entre o governo, os produtores e o setor privado ajudou a desenvolver a produção, a logística e as conexões com o mercado internacional. Além disso, pediu maior acesso ao financiamento e maior cumprimento das normas de qualidade e fitossanitárias, essenciais para conectar os produtores etíopes aos clientes globais.
Por sua vez, o diretor executivo da Associação de Exportadores e Produtores de Horticultura da Etiópia, Tewodros Zewdie, revelou que o país pode gerar centenas de milhões de dólares — valor que poderia chegar a bilhões — com produtos de banana frescos e processados, caso as principais limitações do setor sejam superadas.
Zewdie identificou materiais de plantio certificados, aumento da produtividade, capacitação, financiamento e maior coordenação entre os atores da cadeia de valor como prioridades fundamentais para o desenvolvimento do setor.
Ele destacou, em particular, a necessidade de se dispor de bananas livres de vírus e de sistemas mais robustos de cultura de tecidos e viveiros para aumentar a produtividade.
“O financiamento é o maior desafio do setor bananeiro”, ressaltou, ao mesmo tempo em que pediu maior apoio das instituições financeiras e uma cooperação mais estreita entre as partes interessadas.
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