O diplomata, que chegou ao Panamá no último dia 7 de julho, expôs essa posição na véspera, durante o debate “105 anos de reestruturação social na China: oportunidades de desenvolvimento sincronizado entre a China e o Panamá”, organizado em parceria com o Centro de Estudos Estratégicos Asiáticos do Panamá (Ceeap), conforme noticiado pelo jornal Bayano Digital.
Zhang manifestou o interesse de seu país em fortalecer a cooperação com o Panamá, ao mesmo tempo em que destacou a importância de promover a paz mundial e avançar rumo a relações internacionais baseadas no respeito e na cooperação.
Ao abordar a evolução da China nos últimos 105 anos, o embaixador lembrou que o país asiático enfrentou, durante décadas, pobreza, guerras e invasões estrangeiras, situação que começou a se transformar com a fundação do Partido Comunista da China e o subsequente processo de desenvolvimento nacional.
Segundo ele, esse caminho permitiu que o país se tornasse a segunda maior economia mundial e uma potência tecnológica, ao mesmo tempo em que destacou a redução da pobreza como um dos principais resultados sociais.
No âmbito bilateral, ele lembrou que a China é o segundo maior usuário do Canal do Panamá e um dos principais fornecedores de produtos da Zona Franca de Colón (ZLC), além de manter uma cooperação de longa data com o país centro-americano nas áreas cultural e educacional.
Nesse sentido, ele expressou sua expectativa de que esses laços possam se fortalecer ao longo de 2026, por meio de novas oportunidades de cooperação e desenvolvimento conjunto.
Por sua vez, o presidente do Ceeap, Roberto Montañez, destacou durante a abertura a necessidade de refletir sobre o papel do Panamá em um cenário internacional globalizado, no qual a China ocupa um lugar de primeira ordem.
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