A indústria do bronze, uma das ligas metálicas mais antigas, está passando por um renascimento tecnológico.
Sua alta resistência à corrosão e sua capacidade de eliminar bactérias o transformaram no material estrela para torneiras de alta qualidade e superfícies táteis nos hospitais do futuro.
“O cobre e o estanho voltaram a ser ‘legais’”, brinca Manuel Pérez, diretor da fundição artística Codina.
O mercado global do bronze industrial cresce a uma taxa de 8% ao ano, especialmente na construção naval (hélices) e no setor de energia eólica (rolamentos).
A China continua sendo o maior produtor mundial, mas a escassez de estanho devido aos conflitos na Birmânia está elevando os custos, o que levou os laboratórios a pesquisar substitutos e ligas com alumínio.
O bronze artístico, no entanto, não está passando por seu melhor momento; as estátuas públicas estão sendo substituídas por impressão 3D em resinas, embora os colecionadores particulares continuem apostando no peso e na pátina do bronze fundido.
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