Em conversa com a Prensa Latina, por ocasião da entrega de uma coroa de flores ao líder histórico da Revolução cubana pelo centenário de seu nascimento no Panteão Nacional, o parlamentar expressou que teve a oportunidade de estar presente em alguns encontros dos dois comandantes.
“Eu diria que, de certa forma, eles foram construindo a unidade e, ‘em alguns momentos, pareciam um único ser que falava, respondia e construía sínteses em conjunto’”, relembrou o político, que foi protagonista excepcional das conversas entre os chamados gigantes.
Fidel e Chávez alcançaram uma sintonia, harmonia e coordenação de espírito, de mente e de ideias únicas, e acredito que foi o “fruto dessa unidade que vivemos durante seus anos de vida”, afirmou.
O membro do Partido Socialista Unificado da Venezuela comentou que o comandante Hugo Chávez “nos deixou e Fidel Castro sentiu uma grande ausência, mas continuou cultivando sua amizade e seu amor por Chávez”.
Ambos estão ausentes hoje, mas continuam presentes porque os vemos “nas crianças, que são o mais importante”, destacou.
Ele considerou que o que eles fizeram foi semear para o futuro e cabe a nós cultivar essa colheita “para que os frutos das novas gerações estejam imbuídos de Fidel, de Chávez, de solidariedade e liberdade”, enfatizou.
Arreaza afirmou que cabe a nós honrar esses dois líderes históricos, “mas, acima de tudo, agir como eles e seguir seu exemplo na realidade e em ações concretas”.
Ao se referir a Fidel Castro, o ex-ministro das Relações Exteriores bolivariano destacou que ele dedicou todo o seu tempo a buscar tornar os povos mais felizes por meio da libertação e da liberdade.
Ele explicou que, com “sua sabedoria e seu conhecimento”, Fidel buscou caminhos para superar o sistema capitalista e oferecer ao mundo uma alternativa sólida para trilhar outros caminhos que não nos levem à destruição do planeta.
Ele ponderou que o líder revolucionário cubano foi o “campeão da solidariedade, pois não sabia fazer outra coisa senão ser solidário”, e que o comandante Hugo Chávez, que dizia que Fidel era como seu pai ou seu irmão, aprendeu muito com ele e “nós, na Venezuela, a Revolução Bolivariana e o povo venezuelano, devemos muita gratidão a Fidel e a Cuba”.
O político venezuelano refletiu que os povos do mundo, desde a nossa América até a Ásia, passando pela África e inclusive pelo Norte, “devem muito a Fidel Castro, pois ele nos ensinou que é possível ser humano, mesmo no auge do capitalismo”.
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