A carta, que também tem como destinatários o secretário interino da Marinha, Hung Cao, e o senador Richard Blumenthal (de Connecticut), foi motivada por relatos de escassez de alimentos, avarias no sistema hidráulico e crises de saúde mental durante a missão recorde desse navio de guerra.
De acordo com o texto citado pela imprensa local, o USS Abraham Lincoln “está em missão há mais de 250 dias” sem pisar em terra “há mais de 200 dias, estabelecendo um recorde de dias consecutivos no mar”.
O porta-aviões partiu de San Diego no último dia 21 de novembro para uma missão no Mar da China Meridional, mas foi redirecionado para o Oriente Médio antes que os Estados Unidos e Israel lançassem seus ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
Os relatos indicaram que, em duas reuniões recentes, familiares dos tripulantes a bordo expressaram seu descontentamento aos comandantes da Marinha devido às difíceis condições que os 5 mil marinheiros e fuzileiros navais do Lincoln estariam enfrentando — incluindo a escassez de alimentos.
Algumas famílias chegaram a denunciar graves problemas de saúde mental e tentativas de suicídio a bordo, alertaram.
O USS Abraham Lincoln (CVN-72), apelidado de “Abe”, é o quinto porta-aviões da classe Nimitz da Marinha dos Estados Unidos, batizado em homenagem ao 16º presidente do país.
No contexto da guerra contra o Irã, Teerã afirmou que o porta-aviões foi atingido por quatro mísseis, embora o Pentágono tenha negado posteriormente.
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