A decisão, que representa um revés para o governo do presidente Donald Trump, restabeleceria os pagamentos a organizações sem fins lucrativos para cobrir os serviços jurídicos prestados a crianças imigrantes desacompanhadas a partir de dezembro de 2025.
A decisão, emitida ontem pelo Tribunal Federal do Distrito Norte da Califórnia no caso Community Legal Services em East Palo Alto contra o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, obriga o governo a desbloquear esses fundos antes do meio-dia desta sexta-feira, após quase nove meses durante os quais o governo não cumpriu uma ordem judicial anterior.
O contrato federal que dava suporte a uma rede nacional de quase 100 prestadores de serviços especializados expirou em 31 de julho sem ser renovado, e agora a sentença determina que o governo federal deve pagar as organizações que fazem parte desse grupo.
O tribunal reconheceu essa incerteza e ordenou que a Administração apresentasse, o mais tardar em 13 de agosto, um relatório sobre as medidas que implementará para garantir a continuidade do financiamento desses serviços.
Organizações de direitos humanos alertaram que a falta de apoio jurídico e social deixará as crianças vulneráveis e exploradas, enquanto o governo Trump continua a intensificar seus esforços de deportação.
Todos os anos, milhares de menores desacompanhados chegam aos Estados Unidos. Dados da Administração para Crianças e Assuntos Familiares indicam que 16.834 foram colocados em lares adotivos em 2020, número que aumentou para 107.646 em 2021.
Segundo a fonte, mais de 23.000 menores desacompanhados entraram em território americano até fevereiro do ano passado.
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