Sexta-feira, Junho 26, 2026
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RDC reforça medidas para combater a epidemia de ebola

Kinshasa, 26 jun (Prensa Latina) O grupo de trabalho nacional encarregado da resposta à epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) reforçou as medidas de combate ao surto, sob a liderança do presidente Félix Tshisekedi, informou hoje a Presidência.

Em uma reunião de trabalho realizada ontem, decidiu-se reforçar a segurança e a saúde, com um maior destacamento da Polícia Nacional Congolesa e de agentes de saúde para regular a circulação e intensificar os controles (medição de temperatura, higiene, lavagem das mãos) nas áreas mais afetadas.

De acordo com a conta da Presidência no X, também foi aprovado um novo protocolo de isolamento, estabelecendo um período obrigatório de observação sanitária de 21 dias para os contatos confirmados e restrições às viagens ao exterior para os residentes das áreas afetadas.

Quanto ao apoio humanitário e à infraestrutura, o Ministério dos Assuntos Sociais foi encarregado de coordenar a assistência humanitária nos campos de deslocados, bem como de acelerar a construção de centros de tratamento nas proximidades.

A epidemia da doença causada pelo vírus Ebola, decretada em 15 de maio, registrou, até 24 de junho, um total de 1.155 casos confirmados, 304 mortes e 138 pacientes recuperados, enquanto 326 pessoas permanecem hospitalizadas, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, em 24 de junho, o início de um ensaio clínico para avaliar a eficácia de dois possíveis tratamentos contra a doença, levando em conta que a cepa Bundibugyo, causadora do surto atual, ainda não possui vacinas ou terapias certificadas.

O ensaio se concentrará em dois medicamentos antivirais: MBP134 e REMDESIVIR, e durante o estudo pretende-se investigar se eles podem reduzir a taxa de mortalidade, seja administrados separadamente ou em combinação.

A pesquisa será realizada por um consórcio de diversas instituições nacionais e internacionais, entre elas o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB) da RDC, a organização médica ALIMA, a Universidade de Oxford e a OMS.

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