Sexta-feira, Junho 26, 2026
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Panamá envia 61 socorristas à Venezuela após terremotos devastadores

Cidade do Panamá, 26 jun (Prensa Latina) O Panamá envia hoje uma missão de 61 especialistas em busca e resgate para apoiar os trabalhos de emergência na Venezuela, após os terremotos que deixaram centenas de vítimas e danos materiais consideráveis em várias regiões do país sul-americano.

A ministra do Governo, Dinoska Montalvo; o diretor do Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc), Omar Smith; e representantes do Corpo de Bombeiros informaram que o contingente poderá partir nesta sexta-feira ou, se necessário, no sábado, dependendo das condições logísticas e operacionais.

A equipe é composta por especialistas em busca e resgate em estruturas desabadas, pessoal de comunicações, socorristas especializados no manuseio de materiais perigosos e quatro unidades caninas treinadas para localizar pessoas presas.

As autoridades esclareceram que a prioridade será participar dos trabalhos de busca por sobreviventes; para isso, está sendo coordenada previamente com as autoridades venezuelanas a atribuição das áreas de trabalho, a fim de evitar a duplicação de esforços com outros países que também enviarão assistência.

Smith explicou que mantêm comunicação permanente com o Ministério das Relações Exteriores do Panamá, a Embaixada do Panamá na Venezuela e as autoridades do país sul-americano para definir a rota de entrada do contingente, devido aos problemas operacionais que o Aeroporto Internacional de Maiquetía apresenta após o terremoto.

Por outro lado, a Prefeitura de Panamá e o Gabinete da Primeira-Dama, Maricel Cohen, habilitaram centros de coleta no Parque Omar, nesta capital, para receber doações destinadas à população venezuelana afetada.

Entre os itens prioritários estão água engarrafada, leite em pó, fraldas, medicamentos, cobertores e alimentos não perecíveis.

A ministra Montalvo indicou ainda que as autoridades continuam coletando informações sobre a situação dos cidadãos panamenhos que possam estar na Venezuela e reiterou que a coordenação com o Ministério das Relações Exteriores se mantém de forma permanente.

Segundo reportagens da imprensa, a Venezuela está recuperando gradualmente a calma, embora persistam o medo e a cautela entre a população após os intensos terremotos registrados na última quarta-feira, que deixaram, até o momento, 235 mortos e cerca de 4.300 feridos, de acordo com o ministro da Saúde, Carlos Alvarado.

Os tremores foram sentidos com força nos estados de Trujillo, Carabobo, Yaracuy, Aragua e Miranda, embora os maiores danos humanos e materiais tenham se concentrado em Caracas e no estado de La Guaira.

Os terremotos ocorreram com apenas 39 segundos de diferença, um fenômeno considerado raro pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos e reconhecido como um dos mais perigosos na sismologia.

Devido à sua magnitude, ambos os eventos, registrados em 24 de junho, superaram o terremoto de 29 de julho de 1967, de magnitude 6,5, considerado até então um dos mais severos da história recente do país, segundo a Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas.

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