Sexta-feira, Junho 26, 2026
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Venezuela: calma após tremores; mortos e feridos sobem no país

Caracas, 26 jun (Prensa Latina) A Venezuela recupera a calma, mas ainda com receio e cautela, após os intensos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira e causaram, até o momento, 235 mortos e 4.300 feridos, segundo o ministro da Saúde, Carlos Alvarado.

O tremor foi sentido com intensidade nos estados de Trujillo, Carabobo, Yaracuy, Aragua e Miranda, mas causou os maiores danos humanos e materiais em Caracas e no estado de La Guaira.

Os terremotos ocorreram com um intervalo de apenas 39 segundos entre si, um fenômeno que, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, ocorre com pouca frequência e é reconhecido como um dos mais perigosos na sismologia.

Devido à sua intensidade, ambos os eventos de 24 de junho superaram o terremoto ocorrido em 29 de julho de 1967, que teve magnitude de 6,5, de acordo com a Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas.

Relatos não confirmados por fontes oficiais indicaram que os tremores de terra de quarta-feira são os mais fortes registrados neste país sul-americano em mais de 125 anos.

Alvarado declarou à Venezolana de Televisión ontem à noite que, até as 19h, horário local, o número de mortos chegava a 235 e o de feridos a 4.300, em sua maioria com ferimentos leves, mas também moderados e graves, muitos dos quais precisaram de intervenção cirúrgica.

O médico anunciou que nesta sexta-feira a Cruz Vermelha Venezuelana instalará um hospital de campanha para prestar maior atendimento a La Guaira, onde, até ontem, 70 mil famílias estavam afetadas e mais de uma centena de prédios desabaram, segundo o vice-presidente setorial de Política, Segurança Cidadã e Paz, Diosdado Cabello.

Os maiores danos, ainda a serem quantificados, foram registrados em infraestruturas como 20 shopping centers, oito hospitais e 250 edifícios, estes últimos principalmente no estado de La Guaira, território declarado em estado de emergência devido à magnitude dos prejuízos.

Um dano nada desprezível causado pelos terremotos foi a paralisação, há pouco mais de 24 horas, do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, que sofreu danos consideráveis em sua infraestrutura.

Em um percurso pelo centro histórico e pela parte mais antiga da cidade, a Prensa Latina constatou prédios e shopping centers com paredes rachadas, fragmentos de vidro, alvenaria e outros destroços.

A prioridade número um do Executivo nacional é tentar resgatar com vida o maior número possível de pessoas que ainda se encontram sob os escombros; para isso, equipes de resgate militares da República Dominicana, de El Salvador e do México já estão no país desde ontem à noite, trazendo equipamentos, e espera-se a chegada de outras equipes nas próximas horas.

Estes últimos virão dos Estados Unidos, do Catar, da Colômbia, do Equador e de outros países, bem como ajuda humanitária da China, do Brasil e de nações do Caribe.

car/jcd/bm

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