Esta nova fase está a ser levada a cabo em coordenação com o Ministério Público e visa esclarecer a possível participação de acionistas e representantes de importantes instituições financeiras privadas no esquema que teria permitido ocultar, durante anos, a verdadeira situação financeira da empresa.
Segundo a agência Brasil, por ordem da Justiça Federal, foram executados nove mandados de busca e apreensão de documentos e equipamentos nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Além disso, foi determinado o bloqueio de bens e valores dos investigados até um limite de 54 mil milhões de reais (cerca de 10 mil 800 milhões de dólares), montante que coincide com a estimativa do prejuízo causado pelas supostas manobras fraudulentas.
Para as autoridades, os elementos recolhidos nos últimos meses justificaram o alargamento das investigações para além do grupo de antigos executivos inicialmente apontado pelos investigadores.
A operação procura determinar se outros intervenientes do mercado financeiro tiveram algum grau de conhecimento ou participação nos mecanismos utilizados para ocultar dívidas e alterar balanços empresariais.
A referida fonte da imprensa recordou que a primeira fase da «Disclosure» foi realizada em junho de 2024 e visou ex-dirigentes da Americanas, incluindo antigos presidentes e executivos de alto nível.
Naquela ocasião, a PF indicou que estava a investigar uma das maiores fraudes da história do mercado financeiro brasileiro, ligada a irregularidades estimadas inicialmente em mais de 25 mil milhões de reais (cinco mil milhões de reais).
Este caso veio a público em janeiro de 2023, quando a empresa reconheceu inconsistências contabilísticas multimilionárias que desencadearam uma profunda crise empresarial.
A revelação das irregularidades provocou uma forte queda no valor das ações da empresa e milhares de credores, fornecedores e investidores foram afetados pelo colapso.
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