Em conversa telefônica com seu homólogo iraquiano, Fuad Hussein, o ministro iraniano explicou que as ações empreendidas por Teerã se limitam a instalações militares americanas, dentro do direito à autodefesa, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Iraque.
De acordo com o comunicado oficial, Araghchi esclareceu que os ataques “não são direcionados aos países em questão, mas se limitam a instalações militares”, referindo-se às bases americanas localizadas na região.
Por sua vez, Fuad Hussein reiterou a posição do Iraque de rejeitar a escalada militar e defendeu a moderação. “A guerra não pode ser um meio para resolver problemas, e o diálogo e a desescalada representam a melhor maneira de preservar a segurança e a estabilidade regional”, afirmou.
As declarações surgem em meio à ofensiva lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã, visando alvos em Teerã e outras cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, após a qual Teerã anunciou o início de uma resposta militar com mísseis e drones.
A agência de notícias iraniana Fars informou que diversas bases americanas nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e Kuwait foram alvos de ataques com mísseis da Guarda Revolucionária.
Enquanto isso, os militares israelenses afirmaram que a operação conjunta teve como alvo dezenas de instalações militares iranianas e autoridades de alto escalão, sem especificar os resultados dos bombardeios.
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