O relatório sobre a juventude destaca que essa realidade não só define o presente, como também as projeções do país em termos de progresso econômico e social.
Em relação à distribuição por sexo, há um equilíbrio: as mulheres representam 50,44% da população jovem, enquanto os homens representam 49,56%. No entanto, as diferenças tornam-se mais evidentes quando se analisa a localização geográfica.
72,83% vivem em áreas urbanas e, nesses ambientes, as mulheres são mais prevalentes, enquanto os homens são relativamente mais prevalentes em áreas rurais.
Na educação, embora a maioria chegue ao ensino médio, as diferenças são evidentes no acesso ao ensino superior. 33,8% das mulheres conseguem ingressar na universidade, em comparação com 19,06% dos homens.
Em relação à saúde e à dinâmica familiar, o estudo indica que a maternidade ocorre em idades mais jovens do que a paternidade, que muitas vezes é adiada.
Esse padrão evidencia as desigualdades sociais que limitam as oportunidades de desenvolvimento, especialmente para as mulheres.
No âmbito social, a solteirice é predominante entre os grupos mais jovens, principalmente entre os 15 e os 19 anos. No entanto, as uniões aumentam com a idade, com maior incidência entre as mulheres.
Além disso, quatro em cada dez jovens se identificam como afrodescendentes, o que reflete a diversidade cultural do país.
O relatório também alerta que, embora o acesso às tecnologias da informação tenha aumentado, esse progresso não tem sido uniforme.
O uso de computadores, internet e dispositivos móveis difere de acordo com o gênero, representando desafios em termos de inclusão digital.
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