Conforme noticiado pelo jornal La Jornada, Jáuregui reconheceu omissões na gestão informacional e institucional do caso, que “prejudicaram os mecanismos de controle e comunicação que, como chefe da Procuradoria-Geral do Estado, eu tinha a obrigação de garantir”.
“Reconheço essa responsabilidade política e a necessidade de corrigi-la”, declarou em coletiva de imprensa, segundo o jornal.
Ele acrescentou que “a medida mais adequada” é disponibilizar seu cargo, “para permitir que as investigações prossigam de forma autônoma, célere e completa, e para restabelecer a confiança pública”.
Wendy Chávez, chefe da unidade especializada do estado que investiga a operação, afirmou ontem à noite que quatro agentes dos Estados Unidos acompanhavam o diretor-geral da Agência de Investigação do Estado de Chihuahua, Pedro Román Oseguera.
Chávez disse que, segundo depoimentos de testemunhas, quando um comboio de policiais estaduais deixou a cidade de Chihuahua, os quatro indivíduos não identificados se juntaram ao comboio, foram atendidos diretamente por Oseguera e embarcaram nos veículos destinados a ele.
O Gabinete de Segurança Federal indicou no sábado que dois americanos participaram do desmantelamento de um laboratório de drogas sem credenciamento formal para operar no México, fato que veio à tona após um acidente no qual eles morreram junto com Oseguera.
A prefeita Claudia Sheinbaum enfatizou na segunda-feira que o México e os Estados Unidos mantêm uma relação de igualdade e disse esperar que o incidente com os agentes americanos seja uma exceção e que a colaboração continue respeitando a lei. As autoridades federais solicitaram esclarecimentos sobre o assunto tanto à governadora de Chihuahua, María Eugenia Campos, do Partido da Ação Nacional (PAN), quanto à Embaixada dos EUA na capital do estado.
Em comunicado divulgado no fim de semana, o Gabinete de Segurança reafirmou que o governo não tinha conhecimento de agentes estrangeiros (segundo relatos da mídia, da Agência Central de Inteligência) operando ou planejando participar fisicamente de quaisquer operações em território mexicano.
O comunicado acrescentou que as devidas investigações estão sendo conduzidas em coordenação com as autoridades locais competentes e a Embaixada dos EUA, e enfatizou que “a lei mexicana é clara: não permite a participação de agentes estrangeiros em operações em território nacional”.
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