A possibilidade de os Estados Unidos tentarem criar incidentes de bandeira falsa ou provocações para tentar uma incursão militar não pode ser descartada, aponta um artigo assinado pelo renomado jornalista e analista Leandro Grille.
Sob o título “Cuba não é um passeio”, o texto refere-se à incursão de uma embarcação com homens fortemente armados provenientes dos Estados Unidos, que foi repelida por uma unidade naval das Tropas de Guarda de Fronteira da ilha caribenha em águas da província de Villa Clara.
No confronto, quatro dos invasores morreram e outros seis ficaram feridos. O comandante da embarcação cubana ficou ferido, de acordo com informações divulgadas por Havana.
Vários dos agressores tinham antecedentes criminais e eram fugitivos da justiça cubana por atos de terrorismo e outros crimes graves, segundo a revista Caras y Caretas, com base em informações do Ministério do Interior cubano.
Grille ressalta que, se os Estados Unidos não invadiram diretamente antes (não se esqueça da invasão mercenária de Playa Girón, em 1961), não foi por não terem conseguido inventar pretextos.
É preciso levar em conta que sempre se supôs que o custo de uma invasão à ilha seria muito superior a qualquer benefício que pudesse obter, “exceto tirar essa espinha que está cravada há mais de sessenta anos”, observa o autor.
Cuba não é um passeio e isso é algo que as autoridades norte-americanas devem sempre ter em conta, para além das presunçosas bobagens que costumam expressar os expoentes mais agressivos da comunidade cubana em Miami, sublinha a publicação.
Grille ressalta que este incidente ocorre “no contexto do maior cerco das últimas décadas à ilha de Cuba”.
Ele ressalta que o acúmulo de sanções, bloqueio naval e incidentes armados revelam “a obsessão e o desespero dos Estados Unidos e, em particular, de cubano-americanos conhecidos, como Marco Rubio, que sentem que chegou a sua hora”.
Por isso, é cada vez mais importante que a comunidade internacional, e sobretudo a latino-americana, expresse sua solidariedade com Cuba, denuncie as agressões e cerque a ilha de solidariedade, expôs.
Ele acrescentou que “somente um ambiente de solidariedade e mobilização dos Estados dignos protege Cuba da loucura imperial da cúpula fascista que governa os Estados Unidos nesta segunda temporada do governo Trump”.
Por tudo isso, o texto da Caras y Caretas convoca à participação na caravana que diversas organizações sociais e políticas uruguaias convocaram aqui para este sábado, 28 de fevereiro, em solidariedade a Cuba e contra o bloqueio imperialista.
O artigo conclui com um apelo ao governo uruguaio para que “abandone seu silêncio inqualificável e se manifeste de forma clara e solidária com a ilha de Cuba neste momento de perigo desenfreado”.
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