Terça-feira, Maio 19, 2026
NOTÍCIA

Cuba comemora o início da Guerra Necessária de 1895

Havana, 24 fev (Prensa Latina) Em um contexto marcado por dificuldades de todos os tipos, Cuba comemora hoje o reinício, em 1895, da luta pela independência conhecida como Guerra Necessária, com o levante armado planejado pelo Partido Revolucionário Cubano (PRC), liderado pelo herói nacional José Martí.

Trata-se de uma ação simultânea organizada em cerca de 350 localidades cubanas, incluindo Baire, cidade situada a cerca de 75 quilômetros da cidade oriental de Santiago de Cuba, inscrita entre os eventos mais importantes da história da ilha.

Naquele dia, os independentistas cubanos, chamados mambises na época e ainda hoje, pegaram novamente em armas e iniciaram a Guerra Necessária idealizada por Martí para alcançar a independência definitiva do domínio colonial da Espanha.

Unido pela urgência de ter verdadeira liberdade e soberania, guiado pela determinação, coragem e experiência dos heróis Antonio Maceo e Máximo Gómez, o povo decidiu concluir a gesta iniciada quase três décadas antes com o Grito de Yara e interrompida repetidas vezes.

Dessa forma, os cubanos legitimaram as iniciativas organizacionais do PRC, demonstraram a importância da união das classes sociais e definiram, sem hesitação, que a principal aspiração era a independência de Cuba de qualquer domínio.

Em voz alta, proclamaram que não apenas buscavam a independência definitiva de Cuba do domínio colonial espanhol, mas também ansiavam por consolidar um projeto político e social no qual pudessem ser donos de seus destinos.

Acima das lutas internas, eles colocaram a independência de Cuba e o sonho de construir um futuro sem amarras coloniais ou de qualquer outro tipo.

Evocar a revolta na madrugada de 24 de fevereiro de 1895 nos obriga a lembrar o sacrifício dos patriotas e a necessidade de manter viva a memória daquele passo rumo à independência alcançada em 1898, embora outros desafios tenham surgido.

Rememorá-lo não é — nem deve ser — um olhar nostálgico eventual, é a reafirmação do desejo de ver sempre uma Cuba livre e soberana, é uma homenagem àqueles que deram a vida por um ideal comum.

É um ato de compromisso com a história e o futuro do país, é — deve ser — um (outro) choque na consciência individual e coletiva para lembrar que a soberania e a justiça nunca devem ser consideradas conquistas definitivas, mas direitos que exigem vigilância e luta constantes.

lam/raj/bm

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa