Também ex-presidente do STF (2004-2005), o especialista observou em sua conta nas redes sociais que “os juízes, especialmente o presidente do STF, devem evitar comentários que reflitam parcialidade sobre controvérsias ou disputas públicas fora de sua jurisdição e que possam vir a ser resolvidas”.
Saucedo é magistrado eleito por Santa Cruz e, em sua posição, priorizou a libertação de figuras-chave envolvidas na destituição do ex-presidente Evo Morales: Jeanine Áñez (ex-presidente de 2019 a 2020) e os líderes cívicos Luis Fernando Camacho, atual governador de Santa Cruz, e Marco Antonio Pumari, ex-líder cívico de Potosí.
Neste domingo, em sua qualidade de presidente do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ), Saucedo juntou-se às críticas contra a vice-ministra das Autonomias, Andrea Barrientos, por seus comentários a respeito da alocação orçamentária sob o chamado esquema 50/50 (metade para o governo central e metade para as comunidades autônomas).
“Durante 20 anos, a divisão, a discriminação e o racismo foram semeados em nosso país, e a vice-ministra é justamente quem está aprofundando essas feridas do passado, enquanto o presidente Rodrigo Paz constrói pontes, tenta curar essas feridas e unificar a identidade boliviana”, declarou Saucedo, em clara crítica aos governos do Movimento para o Socialismo (MAS) (2006-2019) e (2020-2025).
Além disso, ele apoiou implicitamente aqueles que exigem a renúncia de Barrientos, que se desculpou pela forma como se expressou sobre o assunto e admitiu um “erro de comunicação”.
“Uma vice-ministra que é subordinada ao presidente não pode ir contra o que ele está traçando para o bem de todos os bolivianos”, enfatizou Saucedo.
A controvérsia surgiu na semana passada a partir de uma declaração pública da vice-ministra.
“O que os candidatos pensam que significa 50/50?” “Vamos pegar o dinheiro deles e dizer: ‘Fiquem com 50% e cuidem do resto.’ (Mas) não funciona assim; tem que ser baseado em responsabilidade compartilhada”, comentou Barrientos publicamente.
Essas palavras geraram reações negativas, principalmente de políticos, do Comitê Cívico e de autoridades subnacionais em Santa Cruz, que exigem sua renúncia.
No entanto, o Ministério da Presidência, ao qual seu gabinete pertence, apoiou a vice-ministra com uma declaração oficial esclarecendo que o Vice-Ministério das Autonomias não exerce controle político sobre as regiões.
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